Olhar para a janela e pensar em não pensar…

Quantas milhões de vezes já não pensei, ao olhar para a Lua, quantas pessoas poderiam estar olhando para ela naquele momento e pensando a mesma coisa. Quantas vezes eu quis um abraço, uma palavra, um gesto que me fizesse sentir inserido na vida de alguem.

Quantas pessoas nesse momento não se inserem na minha e quantas se inserem… Em quantas eu me insiro…

Ilusão cotidiana, ilusão por noite sozinho. Não que isso seja ruim ou o fim do mundo, mas é nesse momento em que o pensamento deixar de ser meu e passa a ser de outro alguem.

É o encontro de dois mundos, é um desencontro de almas… Nunca completo. O pensamento se vai e deixa no lugar dele o frio da parede que é a única coisa que apoia meu tronco para ele não cair no chão de tanta incapacidade de agir.

Minha ação ficou só no pensamento. Que pena dos apaixonados, que pena do amantes, que pena dos aventureiros… que pena de mim, que acreditei no amor.

Pensamento esse que não me pertence mais, assim mesmo como o pensamento da lua que está a pensar: O pensamento é propriedade de quem pensa ou de de quem é o alvo do pensamento?

O dia que esse encontro se fizer, talvez a lua possa refletir a resposta.

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Sobre Bruno Oliveira

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