Eternamente insatisfeitos…

Será uma condição comum e eterna?

Decici expressar aqui, o que pensei em um primeiro post, mas ao editá-lo dias depois, percebi o quanto eu mesmo cresci ao pensar sobre.

Existem dias que o desejo de que algo aconteça ou que não aconteça ganha uma proporção maior do que  o próprio dia. Poder pegar o carro e ir até o trabalho, e observar nas ruas os mesmos acontecimentos, como comprimentar sempre aquele senhor ou senhora que está no portão parados apenas observando, coisas novas vão acontecendo e as vezes eu nem reparo, mas com certeza, pelo valor daquela rotina para aqueles senhores, é provável que se eu parar e perguntar, eles me dirão exatamente o que aconteceu.

Essa paciência e calma adquirida com o envelhecimento, se fossem aplicadas enquanto somos jovens, talvez nos tornariam pessoas mais sábias.

Não sábias de enciclopédias, ou habilidades, mas talvez sábias de viver o dia.

Satisfação de poder concluir um dia com sucesso, e deitar na minha cama sentindo que tenho pra onde voltar, tenho teto, tenho uma segurança, de onde eu posso simplesmente não querer sair um dia, e na qual ninguém pode me machucar mais.

Insastifação é uma condição das pessoas que ainda não aprenderam a viver…

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Sobre Bruno Oliveira

Aspirante ao curso de Medicina Ver todos os artigos de Bruno Oliveira

4 respostas para “Eternamente insatisfeitos…

  • Sheila

    Não tirando o mérito da temática do texto, eu discordo veementemente da última frase…

    “Insastifação é uma condição das pessoas que ainda não aprenderam a viver…”

    Eu acredito que é a minha insatisfação com algo que me dá forças para tentar mudar o que quer que eu ache errado. Pode ser tanto um aspecto da minha vida quanto uma circunstância política. Se eu estiver satisfeito com tudo, porque eu deveria me esforçar para mudar, para melhorar aquilo??
    Já disse Oscar Wilde que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.
    E eu poderia citar mais gente, mas deixo um texto interessante daquela revista Vida Simples que fala sobre o mesmo tema: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/067/pensando_bem/conteudo_279413.shtml

    • André Nery

      Concordo com o ponto de vista dos dois, eu acredito que a insatisfação gera a nossa busca em melhorar, em buscar outros caminhos e outra situações viáveis. Mas sei também que se o individuo não souber separar bem seus pensamentos e ter um extenso auto-conhecimento, ele será um eterno insatisfeito, nunca nada estará bom e sempre reclamará da vida e acredito que é mais desse individuo que o texto do bruno se refere.. Sabe do tipo que só enxerga o valor de certa coisa depois que a perdeu? A minha humilde opinião é que como tudo na vida, o que se deve reinar é o equilíbrio.

  • Ainda chove «

    […] Eu já esqueci,  já perdoei, já perdi perdão. Desejo do fundo do coração a felicidade de todos, amigos e inimigos, longe ou perto de mim. Então por que essa necessidade de me perder, fugir e viver a história de outro alguém ainda insiste em me visitar? Será aquela velha história da “eterna insatisfação”? […]

  • Ainda chove | Não Pense

    […] Eu já esqueci,  já perdoei, já perdi perdão. Desejo do fundo do coração a felicidade de todos, amigos e inimigos, longe ou perto de mim. Então por que essa necessidade de me perder, fugir e viver a história de outro alguém ainda insiste em me visitar? Será aquela velha história da “eterna insatisfação”? […]

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