“Nenhuma idéia vale uma vida…”

A natureza nos ensina que a evolução se da pela tentativa e erro, e o que não é conveniente é simplesmente extinto. Em nosso caminho, deviamos seguir a lei da natureza, embora muitas vezes cruel, ela nos mostra bem o jeito de fazer.

Mas não vim aqui para falar da natureza, vim falar de perseverança.

Ter perseverança não é algo que se anuncia, ou algo que se compra em uma livraria e sim algo que se conquista. Luta-se muito, as vezes sozinho, isolado em nossa mente, fechando-se às más energias.

Nem toda idéia vale a nossa perseverança, nem tudo que nos faz feliz também. Precisamos nos conhecer muito, para aí sim tomarmos decisões e escolhermos o que é melhor para nós.

Encontro pessoas que me dizem: Mas eu não sei o que é melhor para mim, como vou escolher?

Eu respondo: Você não se conhece. Você não sabe do que gosta, do que te atrai, você não tem preferências. Em suma, você pode até fazer o que gosta, mas nem sempre tem consciência disso, nem sempre percebe e nem sempre sabe responder a perguntas como essa.

É comum observar em festas, reuniões e ou convivio diário, perceber pessoas que sempre estão deslocadas ou mesmo que em um grupo, nunca se identificam ou tem problemas para prestar atenção ao grupo que está. Outras pessoas, escolhem seus parceiros mas sempre estão de olho no que está em volta.

Esse tipo de acontecimento tem mais a ver com saber o que quer do que com traição ou atração por outrem. Só podemos enfim sermos companhia para nossos amigos, companheiros amorosos, confidentes e etc, se nos conhecemos e sabemos o que queremos e como queremos.

Parece coisa de exigência, mas não é, é auto-respeito.

Quantas vezes você quis muito uma coisa, mas tanto tanto que passou por cima de suas próprias capacidades para tentar alcançar?

Quantas vezes você não concordou com algo e engoliu só para não passar de chato?

Quantas vezes mesmo não aceitando, você fez ou falou algo que não queria?

Embora o companheiro possa ficar chateado pela ausência em algum evento, é melhor você não estar do que estar contra sua vontade.

Bruno, isso é uma dica? É um conselho? Não…

Aqueles que acreditam que eu tenha algo de bom para falar, leiam o que escrevo aqui e logo abaixo não como um estudo ou algo de verdade única, mas leiam com o sentimento de respeito para consigo mesmo.

Por muitas vezes, queremos agradar nossos parceiros e vamos a lugares, fazemos ou dizemos coisas para dar ao parceiro um instante de companhia e aproveitar aquela chance de estar ali.

Isso é extremamente válido desde que você se conheça tão bem, tãooooo bemmmm a ponto de buscar as coisas boas do lugar, da situação e aceitar em nome de alguma coisa maior. Sem se arrepender. Quando você estiver extremamente seguro disso, poderá se abrir para ter uma nova experiência e fazer essa companhia agradável. O mesmo ocorre quando alguem não quer nos acompanhar em algum evento, devemos nos colocar naquela posição e antes de entender e aceitar, tentar auxiliar essa pessoa a se conhecer melhor, refletir e se dar a chance de gostarmos ou não de determinadas coisas.

Isso serve também para constatarmos que não queremos aquilo, ou seja, se dar a oportunidade de conhecer e fazer o que não conhecemos, seja com o parceiro, com o amigo, com a familia e etc, é nada mais do que se permitir formar opinião. Se dar a chance de arriscar, pode ser decisivo para a energia necessária para a evolução de uma doença, de uma tristeza, de qualquer coisa que nos faça nos perder dentro de nós mesmos e resgatar nossa capacidade de opinar sobre nosso destino, mesmo que não seja o sempre tão sonhado.

Quando se trata de um relacionamento, vejo vários casais emburrados sentados em barzinhos e fico pensando por quê. Eu já passei por isso mas só agora percebo que o problema não é um ou outro, e sim os dois.

Bem como, muitas vezes vejo pessoas muito tristes, sozinhas, por desemprego, desilusão, as vezes doenças… tudo isso se aplica. Procure um pouco para você ver que a maioria das pessoas, se apegam mais as coisas ruins, do que as boas, justamente por não se conhecerem. E quando conhecemos pessoas que estão literalmente ferradas e levam isso com uma naturalidade incrível, sabemos distinguir imediatamente e nos espantamos.

A falta de autoconhecimento provoca um sentimento quase mutuo de sermos incapazes de decidir.

A decisão é a precurssora da perseverança e o autoconhecimento é precurssor de qualquer ação, pensamento ou sentimento.

“Nenhuma idéia vale uma vida…” lembra dessa música?

Pois é, ela me inspirou neste post, pois percebi em minhas andanças,  que idéias são passageiras, passíveis de serem super importantes porém dispensáveis.

Ser feliz é antes de tudo uma decisão de se permitir receber a felicidade, e não de procurá-la.

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Sobre Bruno Oliveira

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