Capitão América caiu da lua

Última viagem da Atlantis

Imagem G1.com

Para o mundo científico é realmente muito triste que Atlantis tenha feito seu último pouso, depois da última viagem, pelo menos por enquanto. O alto custo das expedições não significam só o apreço que os E.U.A. tinham por estudar e conhecer o espaço. O conhecimento gerado no espaço era muito bem utilizado na terra: satelites para empresas de telefonia, internet, televisão e mídias em geral.

O que é claro desde as primeiras crises do E.U.A. é que o crescimento não era sustentável. Quanto mais se produz, mais precisa-se vender, e quanto mais precisa se vender, mais mercado precisa ter. Parece que isso não ficou claro porque eles produziram mais, porém com menos gente, e com isso, menos mercado. Será que ninguém viu isso antes?

É claro que viram, e é justamente por isso que deixaram acontecer. Quem é dono do dinheiro e do poder nos E.U.A. não perderá nada com a crise, pelo contrário, saberão ganhar mais poder e saberão manter o dinheiro deles muito bem guardado.

Peço para que o Brasil, não siga os mesmos passos. Já estamos em desenvolvimento, pareados com a China, embora abaixo, estamos crescendo e para que não passemos pelos mesmos problemas dos E.U.A. do presente, devemos cada vez mais pensar se “acúmulo pode conviver com sustentabilidade”.

Entende-se por sustentabilidade algo como um casamento. Não da para manter um casamento em cima de aparências e bases que não coexistam com um planejamento.

Se a Nasa tivesse o planejamento adequado de futuro, pensando para com suas finanças assim como pensa nas sua missões, provavelmente eles teriam feito uma poupança ou gerado renda a partir das viagens espaciais. Era tão vísivel que uma hora isso ia acabar que começaram a anunciar que milionários poderiam viajar de carona em viagens! Ou seja, já estavam anunciando discretamente que a grana tava curta.

O Brasil ao meu ver, tem aliados nesse pensamento. A Natura é um bom exemplo,  não o mais perfeito, de sustentabilidade. Conhece as riquezas naturais do país e valoriza isso agregando valor aos seus produtos e conquistando primeiro a vizinhança antes de se lançar ao mundo de vez.

A microsoft, de Bill Gates, também sabia fazer isso muito bem. O conceito Windows evoluiu sempre mantendo feedback com os clientes, enfrentou os concorrentes de frente e se manteve em um patamar estável. Mudou a roupa para continuar na festa. Sábia decisão de Bill ao deixar em empresa rejuvenescer.

Os E.U.A. tem um problema que pode ser resolvido facilmente, se eles pararem de querer bancar o Capitão América e  cuidassem um pouco mais de seu território. É como um herói com câncer. Ele luta, “salva” todo mundo ou “diz que salva” e esquece de fazer o seu “exame de mama”.

Claro que quando se lançam em uma guerra, estão procurando petróleo ou novos mercados, isso é rotina. E essa rotina começou a estagnar por não ser nenhum pouco sustentável.

Nos próximos 50 anos, o Brasil viverá um progresso nunca dantes visto. Indústrias vão crescer, serviços vão crescer e só se manterá no poder, e com recursos financeiros, os profissionais, empresários e corporações que souberem trocar de roupa para continuar na festa.

A receita é simples como no exemplo: Uma editora de revista que começa ter suas vendas de revista impressa diminuídas, e descobre o porquê, precisa se readequar e lançar a revista on-line e procurar sempre manter o feedback, não no sentido de ganhar mais e mais clientes, mas no sentido de que esses clientes sejam multiplicadores de seu conteúdo. Isso é uma editora sustentável, que embora não tenha a intenção de ser “VERDE” acaba sendo por economizar na impressão e por perceber que seu cliente está na rede de computadores cada vez mais.

A Atlantis é só um símbolo do que está acontecendo no geral. Se nós brasileiros nos deixarmos ofuscar pelo “progresso” aparente sem se preocupar com a manutenção deste, seremos como um bombeiro de pé em frente ao incêndio, com água para apagar mas que não toma a iniciativa de ligar a bendita da mangueira. A analogia serve para aqueles que querem, daqui a 20 anos, ocuparem um lugar melhor e estável perante ao capitalismo vigente.

Abraço

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Sobre Bruno Oliveira

Aspirante ao curso de Medicina Ver todos os artigos de Bruno Oliveira

Uma resposta para “Capitão América caiu da lua

  • André Nery

    É, ontem vi uma reportagem onde falava que cada “missão” pro espaço custava em média 450 milhões. Entendo a importância dessas viagens para o desenvolvimento, mas não consigo deixar de pensar que se os USA realmente quisessem, poderiam acabar com a fome na Africa, até no mundo inteiro! Seria a ideia de “cuidar da casa” em um sentido mais amplo, antes de querer explorar o universo, acabar com os problemas do planeta, que afinal, é de todo mundo né?
    Mas é Capitão América, só pra américa mesmo….e do norte!
    #FAIL

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