Chuva… Poder… e O “circo” ambiental

Revista Fapesp Edição de Agosto - Artigo: Donos da Chuva

 A revista fapesp trouxe um artigo que permite refletir sobre o controle não só do clima mas da vida em sí, expandindo a noção desse controle para o nível mundial causado pela “tentativa” de controle regional.

Seria muito bom pensar que os ambientalistas eufóricos lutam desesperadamente por uma causa tão nobre a todos os seres humanos, por eles acharem que isso é bom para o mundo todo. Bom para o futuro da nossa espécie e dos outros seres vivos. Mas será que eles realmente pensam em todos?

O artigo, fala sobre o controle do clima, ao se lançar partículas de enxofre na atmosfera, conseguindo assim uma reflexão dos raios solares, diminuição da temperatura na superfície logo abaixo e na “semeadura” de chuvas. O trecho abaixo, retirado do artigo, levanta questões:

“Estima-se que despejar toneladas de enxofre na alta atmosfera para produzir partículas de aerossóis custaria US$ 10 bilhões ao ano, bem menos do que o US$ 1 trilhão previsto para reduzir as emissões de CO2. A geoengenharia ou engenharia climática, como é chamada a intervenção deliberada e de ampla escala no clima, oferece outras possibilidades. As mais simples incluem o aumento da refletividade das superfícies das construções e o reflorestamento em larga escala, já que as plantas absorvem muito CO2 enquanto crescem. Possibilidades mais refinadas consistem no espalhamento de íons de ferro no oceano para aumentar a fertilidade de algas marinhas, que sequestrariam CO2 e o levariam para o fundo dos oceanos.”

Veja o artigo completo em:

http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=4484&bd=1&pg=1&lg

A questão em sí é: O controle do clima, seja artificial como esse mostrado e entre tantos outros, seja pela diminuição de emissão de gases estufa e etc., não pode ser desvinculado das várias vidas que dependem dessa emissão.

Não estou sugerindo aqui, que não devemos pensar no aquecimento e na poluição ambiental, mas estou sugerindo que estamos nos esquecendo em nossas discussões de lembrar das economias, políticas e dominações que os detentores da razão teriam sobre os demais povos.

Simples:

Um país investe milhões em tecnologia, em universidades para criar energia limpa, e maneiras de se reciclar o que antes poluia; Essa investimento vai direto para a elite científica e econômica.

Os resultados dessa despoluição são desfrutados por todos, porém esse esforço não segue a lógica do social. Há nesses projetos alguma inclusão? Há nesses projetos alguma sustentabilidade para aqueles que poderão perder postos de trabalho?

Em alguns anos, deixaremos de usar plásticos PET, isso porque já existe o plástico biodegradável, apenas aumentar-se-á a produção. Quando eliminarmos esse PET, o que será dos catadores?

Seria possível incluí-los nessa teconologia? Por exemplo, com construção de centros formadores de técnicos em desenvolvimento desse plástico?

É fácil a coca-cola colocar na televisão que apoia, hoje, grupos de catadores de material reciclável, mas por outro lado apoia pesquisas para as embalagens ecologicamente corretas, e politicas retornáveis, mas e esses catadores?

Por isso, a grande questão é: O circo montado com fóruns mundiais sobre o clima e blá blá, possui em sua lista de convidados o povo que depende tanto da poluição quanto da despoluição?

Eu me sentiria muito feliz indo para um fórum onde se discutirá sobre o clima e derivados, pois me sentiria “participando” e podendo mostrar para o público: Olha, estamos discutindo sobre viu.”

Mas quando chegar a hora da implantação dessas novidades ambientais, eu gostaria de saber: E a população? Mais uma vez onde fica?

O poder desse conhecimento será refletido para a humanidade? Ou, como sempre, ficará sob o comando geral das grandes “autoridades” mundiais?

A frase chave é: Achar a cura é importante, mas mais que importante é compartilhar com quem precisa e não comercializá-la. Claro, frase essa que será lida como comunista  e portanto passível de ser um complô dos comedores de criancinhas… enfim…

Se alguém conhecer algum projeto sustentável que de fato inclua a sociedade em uma maratona de preocupações sócio-ambientais, de VERDADE, por favor me encaminhem um link ou a fonte da informação.

Abraço

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Sobre Bruno Oliveira

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