Estágio na loucura

Há tempos venho me perguntando sobre o real e a criação. Ao olhar para meus amigos bebendo e sorrindo nesses dias tão belos e tão sombrios, percebo que cada uma das mentes cria ou interpreta esse momento à sua loucura.

O conjunto de individualismos é tamanho que José Saramago em o “Ensaio sobre a Cegueira”, de 1995, traz uma visão (curioso né?) sobre as várias formas de obediência e de interpretação que temos sobre o mundo, cada qual a sua maneira.

É sobre essa visão que temo que Erasmo de Roterdã em o “Elogio da Loucura” (séc XVI) confirme nossa loucura e elogie, de forma misteriosa, os Deuses de nossa civilização. Obras escritas em tempos diferentes, porém que me trazem uma intersecção muito idiossincrática a respeito do comportamento  humano perante as situações que incluem das mais simples representações até as mais complexas e tristes do mundo.

O mundo repartido em tantos mundos, em tantas dimensões que é praticamente impossível  uni-los sobre uma única égide de amor e de esperança.

Os loucos criam mundos dentro desse mundo, são pois submundos?

E o encontro de vários loucos? É o encontro de vários submundos?

É o liberalismo de Voltaire ou de John Locke que permeia o encontro desses submundos? Não o econômico, mas sim o de indivíduo, e que revolucionário pensaria em dar tamanha liberdade ao indivíduo em um mundo onde o que se impera é o poder (leia-se manipulação) em constante crescimento?

O texto assim como seu autor, passa todos os dias pelo estágio mais importante na vida dos seres humanos “civilizados”, o estágio na loucura, onde se vê e se aprende que todos os individualismos só são entendidos quando se estuda muito sobre todos os conjuntos de ações praticados por esse “grande grupo” de conjuntos.

Em uma noite regada a vinhos e pensamentos, um diálogo com Freire, ou a observação simples das “imagens” de Boltanski fariam desta noite a mais bela e mais louca de minha  vida. Não resolveríamos nada, mas com certeza um cálice de Foucault me faria rever tudo, e chegar a conclusão do nada.

Para aqueles que querem entender sua própria loucura, eu recomendo a leitura de grandes obras desses que foram em alguns momentos, questionadores de seus próprios pensamentos.

Abraço e bom estágio.

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Sobre Bruno Oliveira

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