Liberte-se

Longe de ensinar ou aconselhar qualquer coisa, a única motivação para este post, que gosto de deixar claro é que ele nasceu de uma reflexão e ao me sentir bem escrevendo sobre essa reflexão eu me sinto “mais melhor de bão”!

Tenho me libertado aos poucos, mas consegui grandes progressos desde que comecei.

Em um belo dia, percebi o quanto eu me importava com a imagem que algumas pessoas tinham de mim, ou até mesmo o que esperavam de mim. Tomava cuidado para não decepcionar e desapontar determinadas pessoas e até mesmo algumas que simplesmente não viriam a fazer parte da minha vida depois e eu mesmo assim andava andando na linha.

Linha essa sem fim e sem razão alguma, pois é fato que devo seguir determinadas regras sociais para que não incomode o próximo, mas daí a seguir essa linha para agradar ao próximo começou a me incomodar.

Vivemos um sistema de referencial do outro, no qual o outro é meu espelho, e por isso, quando o outro nos deturpa a imagem, perdemos cotação no mercado imaginário de valores.

Aliás valores esses os quais muitas vezes eu nem sei por quê seguir. Proponho portanto uma mudança na lógica:

“Ame ao próximo como a ti mesmo”

Para:

“Ame a ti mesmo e aí sim ame ao próximo.”

Veja bem, não estou dizendo para aquele amor próprio orgulhoso do tipo: “Eu me amo, eu sou demais e blá blá… Apenas estou me referindo a ordem das coisas.

Mudar o referencial do outro para você, é parar de viver no mundo do outro, no qual você muitas vezes não coloca aquela camiseta irada que você tanto gosta, porque o outro disse que ela era velha e não combinava com o momento. Ele pode argumentar, e você pode refletir  e só então se achar que realmente o outro tem razão, você muda mas por achar que faz sentido para você, na sua lógica.

Muito menos que você deixe de ser quem você é.

Há alguns dias, minha irmã disse que ela se achava A CHATA por não gostar de sair beijando um monte de garotos em festa, que ela prefere conhecer e ficar. Entre outras coisas, o que eu disse a ela foi que não se achasse a chata. Era ela quem não gostava certo? Então por que ela teria que fazer isso para ser “não chata”? Não chata para quem? O que ela vai ganhar agradando aos outros, por algo que ela mesma não se sente a vontade? Claro, que talvez se ela fizer e gostar, é uma experiência, mas daí a fazer isso por “pressão” demonstra uma atitude de submissão ao outro.

É claro que a opinião dela pode mudar, nós mudamos, nós aprendemos coisas novas o tempo todo, mas é aí a grande questão: Nós aprendemos e se gostarmos então sim a mudança se promoverá.

A frase , “Seja você mesmo”, repetida várias vezes em diferentes tons, como “Não se reprima” (Menudos), “Seja você, mesmo que seja, Estranho seja você…” (Pitty) e entre tantas outras, muitas vezes não é compreendida por quem a ouve.

Ser você não é sair pintando o cabelo, embora você possa fazer o que quiser com seu cabelo,  não é sair se tatuando, embora você possa tatuar um livro inteiro em você, enfim…

Ser você é muito mais uma questão de autoconhecimento e procurar seus gostos, suas vontades e suas necessidades.

Se você tem necessidade de fazer tal coisa, e já avaliou bem se pode, se deve para não se prejudicar em outros setores da sua vida como financeiro, MEUUU… vai e SEJA VOCÊ!

E para os que insistem em me julgar, faz o seguinte:

Não me encha o SACO!

Abraço

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Sobre Bruno Oliveira

Aspirante ao curso de Medicina Ver todos os artigos de Bruno Oliveira

Uma resposta para “Liberte-se

  • Nice

    To com você. O autoconhecimento é a melhor coisa que existe e, seja você mesmo. A felicidade verdadeira vem de nós e não lá fora e a forma mais facil de sermos felizes é sendo honestos com a gente mesmo. SEJA VOCE!!

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