Um antropólogo na Ilha de Santa Cruz

Existe uma região paradisíaca localizada na parte ocidental do globo chamada Ilha de Santa Cruz. Um lugar maravilhoso, repleto de paraísos naturais, festas culturais e uma gastronomia riquíssima. Sua enorme extensão territorial permite encontrar vários tipos de ecossistemas, o que gera uma grande diversidade de paisagens e climas.

Mesmo com distancias e diferenças regionais tão grandes, seu povo vive certa unidade política, governada por um único chefe tribal. O líder é escolhido a cada 48 luas por todos os habitantes considerados adultos. O ritual de escolha é complexo, e costuma durar um ano. Nesse período os possíveis chefes saem por todo o território fazendo grandes espetáculos de grito e danças. Geralmente são escolhidos os chefes mais divertidos e que saibam falar mal dos outros chefes. Terminado o processo, o escolhido vai pra uma aldeia bem distante, localizado no meio da ilha. Pouco se sabe dele depois e o povo continua seus afazeres cotidianos.

A vida dos habitantes de Santa Cruz é marcada por grandes festas e encontros sociais. No primeiro dia de Janeiro eles passam por rituais de purificação, que envolve o uso de cores brancas e banhos de água salgada. Por volta de fevereiro é realizados em vários locais da região alguns dias de festa, onde eles dançam quase nus em busca de encontros sexuais. Ao longo do ano outras festas menores ocorrem quase todas tendo o consumo de bebidas alucinógenas como principal fator de integração social.

Uma cerimônia que chama a atenção é a que ocorre a cada 7 dias. Cerca de 22 guerreiros se encontram para demonstrar sua força e agilidade em um ritual muito famoso nesse lugar. Eles passam cerca de 90 minutos lutando por um pedaço de couro em formato oval. Tais guerreiros são muito respeitados nessa sociedade, ganhando grandes somas de riquezas e podendo escolher as melhores mulheres do grupo.

Os grandes sábios se encontram em centros de saber bem afastados das outras castas da sociedade. Em tais lugares discutem sobre os mistérios do universo em línguas estranhas, quase irreconhecíveis para os não pertencentes a esse grupo.

Para adentrarem nesses centros, as pessoas têm que passar por um longo e duro processo, que seleciona somente os mais aptos na arte de saber de tudo. Então, os iniciados passam por rituais que às vezes incluem uso de drogas alucinógenas. Existem vários graus na hierarquia desses centros, onde os mais novos devem obediência e culto aos grandes senhores do conhecimento das esferas mais elevadas.

Se existe algo que une todas as castas é um sentimento em comum: reclamar do lugar onde vivem. Nunca estão satisfeitos, e por mais que se reúnam para discutir o causador dessa angustia, nunca chegam a uma conclusão. Alguns antropólogos socialistas culpam o capitalismo, os historiadores falam da exploração externa que esse povo passou no passado… Talvez o problema deles seja eles mesmos.

Existe muito a se falar sobre essa interessante civilização, mas não prolongarei demais esse post. Quem desejar saber mais sobre esse povo, basta acessar: http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil.

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Sobre Felipe Estevez

Felipe Estevez. Psicologo formado pela Unesp-Assis, especializando em Psicoterapia Breve. Arqueólogo dos sentimentos, apaixonado por Simbologia e conversas entre amigos. Sempre em busca de si. Ver todos os artigos de Felipe Estevez

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