Viagens no Tempo

O ser humano esta sempre insatisfeito. Seja pelo lugar onde mora, o trabalho que realiza ou simplesmente seu dia a dia. Não é de se estranhar que muitos desejariam viver em outras épocas e realidades. Afinal, quem nunca se imaginou vivenciando fatos do passado ou mesmo do futuro? A viagem no tempo sempre foi um sonho.

Muitos cientistas e físicos discutem a possibilidade de viajar no tempo-espaço, porém muito além da teoria nossa tecnologia ainda não permite tais realidades. Infelizmente não temos meios técnicos para se viajar no tempo, mas relatarei alguns casos interessantes, que chamarei de “viagens no tempo psicológicas”.

Nossa primeira história se passa na Segunda Guerra Mundial. Logo no inicio da guerra os japoneses invadiram inúmeras ilhas do pacifico, a fim de explorar seus recursos minerais. A expansão japonesa aconteceu até o final 1941, quando eles decidiram invadir a base americana de Pear Harbor, colocando os Estados Unidos na guerra. Com a entrada dos americanos começou a reconquista das ilhas ocupadas pelos japoneses. Porem eram inúmeras ilhas, das maiores até as minúsculas, e os americanos só invadiram as que possuíam importância estratégica, cortando as comunicações com outras ilhas, e deixando algumas para trás, ainda com pequenas tropas japonesas.

Acontece que a guerra acabou em 1945, e muitas dessas ilhas ainda estavam ocupadas pelos japoneses, e alguns homens do exercito nipônico não souberam ou não queriam acreditar no final da batalha. E devido à grande disciplina desses militares, continuaram servindo ao imperador, mesmo sem receber noticias de sua pátria. Eles são conhecidos pelo nome de “holdout”.

Um dos mais famosos “holdout” foi o capitão Honoda Hiroo. Ele foi resgatado em uma pequena ilha das Filipinas em 1974 (quase 30 anos após o final da 2ª Guerra). Seu retorno ao lar foi uma verdadeira viagem ao futuro. O Japão dos anos 70 passava pelo grande milagre econômico e o país fervilhava de inovações tecnológicas. Nos anos 40, a capital Tóquio era repleta de casas tradicionais feitas de bambu e papel. Agora, Honoda via ruas movimentadas, repletas de luzes e sons, aparelhos estranhos como computadores e walkmans. Nem mesmo a língua ele compreendia, pois todos falavam com estranhas gírias. Não agüentando as mudanças sócio-culturais, o ex-capitão decide mudar para o interior do Brasil.

Outro caso de interesse ocorreu na Polônia dos anos 80. Nessa época o país pertencia ao bloco comunista e passava por racionamentos de recursos básicos e outros problemas comuns aos membros da cortina de ferro. Foi nessa época que Jan Grzebski, então com 46 anos, sofreu um acidente e ficou em coma… por 19 anos…. Ao acordar se deparou com outra realidade. Seu país tinha se tornado capitalista, estava na União Européia e a URSS não existia mais. Seus compatriotas falavam em telefones portáteis e comiam no Mcdonalds.

Nos dois casos citados temos exemplos de “viagens no tempo”. No caso do militar japonês ele não gostou do que viu. Já o polonês se encantou com as novidades. Viajar no tempo deve causar muitos estranhamentos e fascínios. Quem sabe quando os humanos conseguirem concentrar a energia gravitacional em um único ponto, dobrando o plano espaço-tempo e ai ultrapassar a velocidade da luz nesse exato ponto (de acordo com Einstein essa é a única forma possível de se viajar no tempo) teremos essa experiência. Melhor que ficar em coma ou numa ilha por 30 anos…

Para mais informações sobre os casos comentados:

http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_holdout

http://en.wikipedia.org/wiki/Hiroo_Onoda

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI1663133-EI8142,00-Polones+acorda+apos+coma+de+anos.html

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Sobre Felipe Estevez

Felipe Estevez. Psicologo formado pela Unesp-Assis, especializando em Psicoterapia Breve. Arqueólogo dos sentimentos, apaixonado por Simbologia e conversas entre amigos. Sempre em busca de si. Ver todos os artigos de Felipe Estevez

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