Existe? Não existe?… Existem? Há? Existes? “Houve”?

Uma das questões modernas (e eternas) que venho debatido com um amigo muito distante, trata a respeito da brincadeira do verbo haver na existência humana.

Quantos de nós há por aí? Será que podemos nos definir?

O cárcere privado que as definições nos impõem também nos identifica e esta é uma das grandes passagens que a vida nos oferece para a melhor compreensão de quem somos.

Nesses últimos meses, enfrentei um conflito enorme com o divino, este por sua vez me levou várias vezes ao inferno e voltou. A cabeça da gente é uma coleção de mundos, muitas vezes nunca jamais imaginado. Tanto que a consciência gritava: Seu idiota!! Saia dessa, tem muita gente pior que você!

Mas esse pensamento, simples até,  me soa como algo extremamente cruel. É como se alguém que não tem uma perna, pudesse dizer: Ahhh mas eu to bem, aquele sujeito ali perdeu uma perna e um braço!! Eu num tenho do que reclamar.

Pois bem, foi partindo dessa brincadeira com esse meu amigo, que passamos a discorrer sobre essa imagem:

 

É claro que não somos ingênuos a la “Lua de Cristal que me faz sonhar….” sabemos as dificuldades que o mundo impõe de verdade e o quanto não basta só acreditar para vence-las, é preciso muita luta e coragem.

Mas o inverso é verdadeiro, de que adiantar lutar e ter coragem se você não acredita em nada?

Acreditar é amplo, e por isso não vou entrar no mérito das religiões e nem as filosofias mil que existem, apenas vou deixar registrado aqui, os poucos pensamentos a que chegamos nesses meses de diálogo sobre o assunto:

“A imagem de dois homens ao lado de um carro de luxo… os dois podem pegar o carro e andar. Um pode ser o dono do carro por definição e o outro pode ser um amigo que pede emprestado (não façam isso rsrs) ou um ladrão que ameaça o cara e simplesmente leva o carro. Independente da duração do “TER” podemos ver que houve uma troca. O dono tinha, o ladrão tem, até a polícia pegar ele!”

“O que não te define, não pertence a você.”

“O que te define deve pertencer você, mas nunca pertença ao que “te define”.”

“Quando um laço virá nó, é por que já não existe mais a segurança e a harmonia da maleabilidade do nó.”

Raul Seixas já cantava…

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

 

Abraço

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Sobre Bruno Oliveira

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