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Sobre Bruno Oliveira

Aspirante ao curso de Medicina

Crack e a “Elite dos excluídos” – parte 2

Depois de um post miscigenado com indignação, em linguagem corriqueira, e com o intuito de iniciar e ou continuar algumas reflexões, neste post, gostaria de falar sobre o que tem sido feito.

Em Jacarepaguá, o jornal lançado sob o nome Bom dia Cruzeiro, por alunos do colégio Cruzeiro, trouxe em uma de suas primeiras reportagens, um entrevista com uma mulher, Maria Thereza Aquino.

  • Quem é ela?  Diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

FONTE: TERRA VIDA E SAÚDE

Princípio ativo: O crack é uma mistura de cocaína em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito do crack dura, em média, dez minutos.

Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.

Efeitos:Os primeiros efeitos do crack são uma euforia plena que desaparece repentinamente depois de um curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo.

O crack também provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição. Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.

Os usuários de crack apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores, paranóia e desconfiança também são causados pela droga. Normalmente, os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados por causa da forma de consumo da substância. Apresentam também problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões.

O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.

Histórico: Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais: ele já nasceu como uma droga para alterar o estado mental do usuário.

O crack surgiu da cocaína, feito por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo, portanto, difícil precisar quando e onde realmente ele apareceu pela primeira vez. O nome “crack” vem do barulho que ele faz quando está sendo queimado para ser consumido.

Curiosidade: Existe uma variação do crack que tem um poder alucinógeno ainda maior, trata-se de uma droga chamada Merla. A Merla apareceu pela primeira vez nas favelas do Grande ABC em São Paulo e é feita com sobras do refino da cocaína misturada com querosene e gasolina.

Vemos que por ser um droga relativamente barata e por causar perda de noção de muitas coisas, ela se torna cara demais para sociedade.

Como podemos ler um pouco mais em: Anjos e Guerreiros

Um fotógrafo profissional de 40 anos, depois de passar noites vagando pelas ruas, evitando as pessoas, não resistiu aos apelos do vício e entregou sua câmera Canon de última geração, avaliada em mais de R$ 20 mil, nas mãos de um traficante. Em troca, pediu 30 pedras de crack. Duas meninas, uma de 8 e outra de 12 anos, satisfaziam todos os desejos sexuais de “craqueiros”, em uma praça do Rio, para ter a droga. Embora os efeitos devastadores do crack sejam conhecidos, nem mesmo os especialistas mais experientes possuem uma receita eficaz para tratar os usuários dessa droga. “Calcula-se que hoje pelo menos 1, 2 milhão de pessoas usem crack no Brasil. A maioria jovens. A gente não está falando de usuários de uma droga. A gente está falando de uma geração. Acho que estamos despreparados. Estamos de calças curtas. A gente não sabe como lidar com isso”, reconhece a psiquiatra Maria Thereza Aquino, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que durante 25 anos dirigiu o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad).

Os dramas dos personagens acima foram relatados a profissionais do Nepad, instituição que capacita professores, desenvolve pesquisas e oferece atendimento psicanalítico e terapêutico aos usuários. “Eu, honestamente, de todos os pacientes de crack que atendi, perto de 200, de 2008 a 2010, só recuperei um”, admite a psiquiatra. Quanto ao aumento do número de usuários no Brasil, que já contabilizaria mais de 1 milhão de pessoas, Maria Thereza se refere ao estudo apresentado no início do mês passado pelo psiquiatra Pablo Roig, especialista no tratamento de dependentes da droga, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados. “O crack tem uma extensão assustadora. Existe uma sensação de descontrole, de perda da situação”, afirma Pedro Lima, da Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. “É uma coisa que assusta muito a gente. O problema é que quase ninguém sabe como lidar com isso”, emenda a gerente de projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Suelen da Silva Sales, ao anunciar a formação de 900 policiais (militares, civis e peritos) que vão atuar nas fronteiras do país para evitar a entrada de drogas como cocaína e pasta base usadas na produção do crack. “O crack apresentou nos últimos 5 anos um fato novo em relação aos desafios no campo da saúde. As respostas têm sido heterogêneas, atrapalhadas, precipitadas. É preciso serenidade, pois estamos diante de uma experiência trágica. É uma situação social de extrema gravidade”, alerta o coordenador da área de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. Na semana passada, durante dois dias, um grupo de especialistas, incluindo Pedro Lima, Suelen Sales e Pedro Gabriel, se reuniu na sede da organização não governamental Viva Rio para definir estratégias e formular um documento com orientações de como tratar o problema do crack. As recomendações serão entregue a equipes do Programa de Saúde da Família.

De acordo com os especialistas, de todas as drogas o crack é a mais perversa. Por ser inalada, atinge diretamente o pulmão e o cérebro em cerca de oito segundos. Como o efeito é rápido, o usuário quer consumir cada vez mais, para manter a sensação de prazer constante. Com a frequência, o usuário se torna dependente em menos de cinco vezes de utilização. As últimas pesquisas sobre a droga mostram que em geral 30% dos usuários de crack morrem nos primeiros 5 anos de uso.
“Quem usa crack está sob a ação de uma cocaína quase 80 vezes mais poderosa do que a cocaína comum”, atesta Maria Thereza Aquino.
“O indivíduo algum tempo depois, três meses depois do uso, começa a ter tosse sanguinolenta, o nariz não para de escorrer, começa a decompor a musculatura, fica com uma magreza só comparável à magreza da Aids. Ele fica frágil, o pulmão arrebentado, o cérebro também sofre pequenas hemorragias. Então, o sujeito pode ter um comportamento errático. O que você consegue perceber no usuário de crack é uma espécie de indigência mental e física muito grande”, analisa a psiquiatra. Para ilustrar o estado de um dependente de crack em estágio avançado, Maria Thereza costuma contar o relato de um de seus clientes. “Um paciente meu, universitário de 19 anos, estava namorando uma garota que frequentava com ele redutos de consumo de crack. Ele parou e voltou ao lugar para ver se a convencia – ela era de uma boa família – a parar. O rapaz disse que se viu diante da mais pobre menina de rua que já tinha visto. Era uma moça bonita e que estava em três meses completamente acabada. Essa droga provoca uma degradação humana assustadora”, conclui.
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“Crack” e a Elite dos excluídos – parte 1

O caminho que leva as drogas é conhecido há séculos: Curiosidade, desestruturação familiar, falta de conhecimento e principalmente a SOCIEDADE.

A hipocrisia e ignorância são as principais atrizes de um palco triste de se ter para um espetáculo dramático. Uma, pinta a córnea de uma elite burra (sem generalizar, porém uma grande maioria) com uma tinta guache bem forte e nada transparente, uma bucólica, badalada e desejada vida de consumo e check in para um convívio (patifaria, negociatas, putaria, julgamentos, fofocas e etc) social. E a outra fundamenta a certeza de que somente esses são os civilizados, um povo com a córnea pintada com cores e emblemas que representem a “cultura” ou a “nação”.

A elite a que me refiro, não são as pessoas ricas, classe média e nem intelectuais, me refiro aos que governam e decidem os rumos do nosso país. Eles, infelizmente representam, não a elite, mas o povo.

O povo entregou nas mãos deles o próprio destino. A elite financeira e social, se vale de uma herança, conhecimento e senso de oportunidade para não acabar como o povo; Nas mãos da elite que manda.

O exemplo disso? Basta se lembrar de quando uma  cidadã foi presa porque roubou um pote de manteiga e pão, e olha que eu nem preciso dar tantas referências, pois isso não aconteceu uma vez só, e também não será a última. Agora veja que curioso, essa cidadã foi parar na penitenciária sob custódia da defensoria pública, amargou meses e …. Bom, eu não sei o que aconteceu com ela, pois… a mídia não noticiou mais nada.

Já um grande ladrão de colarinho branco, jogador de futebol que atira na mão da mulher ou não, que seja… isso, ahhhh isso sim eu vou continuar ouvindo falar na TV. Mas o curioso é que ele ta sempre bem arrumado, entrando em carros do nível Mercedes pra cima e sempre escoltado de policiais e jornalistas.

Uhhhh o caso é de repercussão nacional e bla bla bla….

Com certeza a elite politica não representa o jogador Adriano, e nem a cidadã que roubou o pão la com a manteiga. Afinal, ahhh manteiga também???? Mas que pobre metido a ricooo neh??? Não se contentou com o pão?? 

A verdade é que os usuários de crack da “Cracolândia” são  algo em torno de 300 pessoas ou seja  0,0001% da população brasileira e surgiram não por vontade própria mas por vários fatores que não tangem somente às próprias escolhas.

Eles não são só vitimas, não… são culpados também da condição em que estão, mas não o são sozinhos.

Uma criança que cresce em um ambiente extremamente violento, não necessariamente irá partir para esse lado, mas isso não depende só dela. Os referênciais pai, mãe, família, irmãos e etc, podem influenciar, bem como exemplos de fora, como ativistas, voluntários e etc.

É impossível descobrir o verdadeiro causador da formação ou da deformação da personalidade de alguém, ou de um grupo de pessoas, mas é possível estudar e perceber as reais causas e trabalhar em cima disso.

A ação da polícia sobre a Cracolândia, não foi errada por sí só, ela foi necessária, mas será que essa ação integra um conjunto de outras ações para se acolher essas pessoas? Essa elite dos excluídos de um dos Estados, de uma das cidades de um dos bairros de uma das ruas desse páis?

É como querer abrir uma empresa. Tem-se o dinheiro, compra-se tudo, faz-se aquela mudança e não se contrata funcionários, não se organiza o atendimento, ou seja, a ação de comprar tudo para a empresa não foi complementada e por isso, não foi válida.

O buraco não só é mais embaixo, mas também é variado e multifacetado.

Perceber isso, pensar sobre isso, nos leva a (se realmente nos sensibilizarmos) pensar sobre as propostas que são debatidas (debatidas é modo educado de dizer: Fingidamente vomitadas pelo horário politico eleitoral) pelos candidatos (candidatos a se darem muito bem na vida). Podemos sim, ajudar nossos conterrâneos a começar melhorar de vida.

Um vereador, deputado, senador, prefeito e etc que possui idéias interessantes pode ser um bom passo para isso. Quais as idéias desses caras? Quais as nossas idéias?

O que seu bairro precisa? O que as pessoas do seu bairro precisam? O que as pessoas do bairro vizinho precisam?

Os postos de saúde estão bons?

Você acha que psicólogo e assistente social são importantes nestes serviços? Você entende o que eles fazem?

Se você não entende, você acha que aprendeu a pensar, filosofar na sua escola?

Por falar na escola, ela é segura? Tem professores bons? Os professores ganham bem?

Por falar nos professores, será que existem propostas de melhorias para eles? Você acha que eles merecem?…………………………..

Podemos ficar aqui atéééé você cansar de ler, porque eu não vou cansar de escrever.

O crack é um probleminha perto de tantos outros anteriores, tantos outros mais simples até, porém, ao escolher ele como isca para você ler esse texto, pensei não no fato, mas no contexto de toda a história envolvida na cracolândia.

Pois a cracolândia em sí não preocupa, mas o que preocupa é o que a gerou? Será que o que a gerou não irá gerar outros espaços com outros problemas com outras “soluções” meia boca?

O presente post não foi feito para esclarecer, eu nem me atrevo a tentar, mas foi feito para expor a minha opinião sobre o que é problema… não é o politico corrupto, é aceitarmos ele. Não é a cracolândia, é não querermos mais que ela exista e simplesmente não passamos perto ou apoiamos que ela seja simplesmente extinta, como varrer a sujeira para baixo de tapete.

Enfim, o problema não são os problemas, mas sim as sementes que foram plantadas por antepassados, e enquanto ficarmos nessa onda de deixar a vida levar, levar as coisas mais na boa e etc e tal, iremos regar essas sementinhas!

Levar a vida numa boa é maravilhoso, e importante, mas é preciso levar a vida numa boa e separar o tempo para  olharmos para o bairro vizinho, ou melhor para a rua vizinha, ou melhor ainda, para o vizinho…

Por falar nisso, deixa eu ir perguntar os nomes dos meus vizinhos.

Até lá.

No próximo post: Efeitos sociais, biológicos e políticos do Crack e cia ILIMITADA.


Faculdade de Medicina da Usp faz 100 anos

Ao projetar uma escola de formação de médicos para o estado de São Paulo, em 1912, o grupo reunido em torno de Arnaldo Vieira de Carvalho pensava em fazer algo diferente. O objetivo era ter um currículo moderno, diferente das três primeiras faculdades de medicina do país, a de Salvador, a do Rio de Janeiro e a de Porto Alegre. Planejou-se um curso preliminar de um ano e outro geral de cinco anos, com 28 disciplinas. Diretor nomeado da nova escola, Vieira de Carvalho orientou o ensino para que tivesse base científica e experimental, com ênfase em pesquisa e estudos laboratoriais. Nas duas outras faculdades o modelo era de aulas teóricas com destaque para clínica. Cem anos depois, o projeto mostrou-se acertado ao tornar a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) uma fonte contínua não só de bons médicos, mas também de pesquisas científicas sobre o campo médico e de saúde.
O começo foi difícil. Um ano antes da fundação da então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo surgia a Universidade Livre de São Paulo, de cunho privado, que nada tem a ver com a USP criada em 1934. A instituição nasceu na esteira da lei Rivadávia Correia, de abril de 1911, que permitia a organização do ensino particular no Brasil. Esta universidade particular, comandada por Eduardo Guimarães, começou com cinco cursos, um deles de medicina. Mas não durou muito – em dezembro de 1912 Vieira de Carvalho conseguiu a aprovação do governo paulista para a faculdade oficial. Esta medida, aliada a outras – como a oposição da elite médica local, que considerava a iniciativa privada de má qualidade –, levou o empreendimento ao fracasso em 1917.
O projeto da faculdade oficial teve dificuldade em conseguir dinheiro regular do governo. Nos primeiros anos funcionava em dependências da Escola Politécnica, da Escola de Comércio Álvares Penteado e de um prédio alugado na rua Brigadeiro Tobias. As aulas começaram em 1913 com apenas três professores: Carvalho, Celestino Bourroul e Edmundo Xavier. Aos poucos se agregaram a eles Guilherme Bastos Miward, os franceses Emille Brumpt e Lambert Mayer e os italianos Alfonso Bovero, Alexandre Donatti e Antonio Carini, entre muitos outros.

“Em 1916 veio o apoio da Fundação Rockefeller, que demorou a se efetivar por razões políticas”, conta o historiador André Mota, coordenador do Museu Histórico da FMUSP. “A contrapartida exigida pelos americanos era a construção de um hospital de ensino, que até então funcionava na Santa Casa.” Vieira de Carvalho morreu em 1920, aos 53 anos, e o acordo com a Rockefeller só saiu do papel em 1926. Em 1931 foi inaugurado o prédio atual da faculdade, custeado pela fundação, e três anos depois surgiu a USP. A inauguração do Hospital das Clínicas ocorreu em 1944. Junto com ele começam se estruturar os institutos especializados. Hoje há oito deles.

O reconhecimento internacional de excelência da faculdade ocorreu em 1951, quando a Sociedade Americana de Medicina a colocou entre as 15 melhores do mundo. “Hoje o ranking da Universidade de Xangai, um dos vários existentes, a classificou em 76º lugar; é o único curso brasileiro entre os Top 100”, diz José Otávio Costa Auler Júnior, vice-diretor em exercício da faculdade. “Queremos ficar entre as 50.” Nesses 100 anos, o corpo docente foi responsável por avanços científicos pioneiros, como o primeiro transplante de rim da América Latina (1965), o primeiro de fígado da América do Sul (1968) e o segundo de coração do mundo (1968), entre muitos. Em 1975 foram criados 62 Laboratórios de Investigação Médica (LIM) nos quais hoje se produzem 4% da pesquisa nacional (ou 14% na área médica do país).

Para o futuro, Costa Auler revela três objetivos. “O primeiro é promover a maior integração dos grupos de pesquisa com pesquisadores do exterior de modo a aumentar o impacto da ciência produzida”, diz. O segundo é estruturar novos modelos educacionais para tornar os cursos mais eficientes, buscando a excelência no ensino. E, por último, desenvolver estratégias voltadas para alguns dos problemas de saúde pública das grandes cidades, como poluição, álcool e drogas.

Edição de Janeiro da Revista Pesquisa Fapesp


Recomeçar… é preciso.

 

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou… o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo… é renovar as esperanças na vida e o mais importante… acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado…

Chorou muito? foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos… Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz… de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal Um corte de cabelo arrojado…diferente?

Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a pintar…desenhar…dominar o computador… ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho? besteira…tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”… tem tanta gente esperando apenas um sorriso

 teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza… nem nós mesmos nos suportamos… ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado…

até a boca fica amarga. Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto…

queira o melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…

 coisas pequenas teremos… já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor… o melhor vai se instalar na nossa vida.

 E é hoje o dia da faxina mental… joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho de coisas tristes… fotos…peças de roupa, papel de bala…

ingressos de cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora…

mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes

 de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”… ” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.


A gente vai mesmo futilizar desse tanto????

A mídia, a massa, a intelectualidade, a pseudo intelectualidade são assuntos tão batidos e tão discutidos… Por uma minoria. A grande maioria parece nem sequer estar afim disso. A exploração em cima da imagem de uma pessoa, de um produto ou de um comportamento é tão torpe e tão nojento  que nem o facebook está escapando.

Pelo mundo inteiro, a humanidade parece querer futilizar tudo. Salvo raríssimas exceções, vomitam na gente toda a sorte de porcaria que se pode imaginar.

A começar:

Que o cara ainda cante essa “música” (rsrsrs) tudo bem… mas a Época (revista conhecida no Brasil) me ponha uma capa dessas? É de se perder o respeito. “traduz os valores da cultura popular para os brasileiros…” ?????????????????

No Brasil é normal você colocar todo mundo no mesmo saco… Criaram:

-Cotas para alunos de escolas publicas, negros, pardos e indígenas.

Mas não criaram cotas para alunos que estudaram em escolas particulares graças ao esforço quadriplicado de uma mãe divorciada criando dois ou tres ou mais filhos sozinha.

Não criaram cotas para alunos de escolas particulares que eram filhos de funcionários da escola e que muitas vezes passaram por essas ou piores dificuldades, pois muitas escolas particulares são piores que publicas.

Mas ninguém deu desconto nos impostos porque o individuo estuda em escola priavada e não na pública, pelo contrário, os impostos estão embutidos nas mensalidades!

Mas o que isso tem a ver com Michel Teló? Época e etc?

Tudo a ver… é essa cultura que nós temos? Vamos continuar consumindo isso? Deixando passar barbáries na esfera da politica nacional? Cadê os assuntos pertinentes?

Se o Michel Teló ta bem de vida por causa de algumas palavras combinadas com uma “musica” e que a isso chamaram de sucesso, imagina ele:

De repente esse cara aparece até cantando no show da virada… você liga a televisão e lá esta ele, só se fala nisso, só se cultua isso pela mídia e ainda ficamos bravos quando alguém insulta nossa gente. A mídia mostra o que o povo se mostra disposto a comprar.

A gente ta la ralando, estudando, sofrendo para arranjar um lugar ao sol e esses caras andando de hiate, cagando e andando para Santos, Corinthians, seleção Brasileira e etc… e ainda recebendo muita grana para cada aparição….

E por quê?

Pois o povo consome esse LIXO.

O policial militar que se corrompe por causa de droga é chamado de corrupto… mas se ele não se corromper, ele morre, ou a familia dele morre, ou ele é obrigado a conviver com o salário de merda que ele ganha e ainda defender a nação e o princípio da ética e do profissionalismo!!!! Sorte dele se não precisar se corromper ou ter que aguentar universitário brigando contra governantes… governantes esses que …. o povo ELEGEU!

Mas o Adriano tem uma arma no seu carro, e a discussão foi:

– Quem disparou a arma na mão daquela mulher?

Eu gostaria de perguntar: Por que CACETE um jogador que já foi até preso por envolvimento com traficante, teria uma arma no carro????????

Porra!!!!!

E eu aqui, ao lado de vários vestibulandos que lutam em um sistema que oferece vagas em universidades Federais (muitas estão mal, bem mal das pernas) restritas e a gente discutindo de COPA DO MUNDO?

Discutindo de onde veio o tiro?

Se o Neymar engravidou uma ou duas?

Se Rafinha Bastos vai fazer novo programa ou não?

Veja o destaque dado a coisas inúteis perante a algo sério:

Tela da pagina inicial do UOL do dia 4 de Janeiro de 2011

BBB 2012????

Quem sai e quem fica? Quem leva a grana para casa ??

E vamos gastar energia e horas de sono com isso…. para ter assunto no dia seguinte… QUE BOSTA!

Sinceramente… vejo mesmo que a virada do ano é mesmo apenas uma mudança de data para você comprar uma agenda nova, mudar a folhinha do calendário da mesa de onde você trabalha, isso é… se você tiver uma mesa. Provavelmente essa mesa ta servindo de suporte para uma televisão onde esses caras vão estar transmitindo toda essa merda!

Pedro Bial que me desculpe, ele ta certo enriquecendo como nunca, mas virou uma piada nessas chamadas de BBB… Vai dar uma espiadinha na casa do C…….. e entenda esse C COMO quiser!

Sinceramente é deprimente pensar nisso…

Vou fazer assim, não vou pensar não…

Vou la tentar compor uma “música” e ser FODÃO… ou então mostrar “talento” com a bola no pé… Mas eu queria ver um desses de fato falar alguma coisa que preste ou então abrir um pouco o bolso para construir escolas, hospitais, abrigos, criar empregos, enfim… fazer alguma coisa que seja sustentável…

Abraço.

 


Quanto vale seu tempo?

Dedicamos parte de nossas vidas a pensar, viver, amar, sofrer, dormir, comer e etc etc etc. Com a aproximação da virada do ano, me peguei em pensamentos como:

A relatividade do tempo.

No dia mesmo da virada, recebi uma mensagem de minha amiga e sócia, me desejando feliz ano novo, por volta das 22h, ela, que estava em viagem para Europa, entrou primeiro em 2012. E eu ainda estava literalmente, no ano anterior. Rsrs…

Na hora me veio a cabeça o Sr Einsten e um questionamento para o começo desse ano. O que o tempo marca afinal? Sendo que na marcação oficial do tempo, naquele exato momento que recebi a mensagem de alguém que já estava… no futuro?

A convenção do tempo é uma coisa que chama muito atenção para as convenções do dia a dia.

O que temos que fazer…

O que temos que aprender…

O que temos que escolher …. e etc etc etc.

Eu sinceramente quero começar 2012 dizendo:

  • Aceite as convenções que melhor se encaixam a você.
  • Tudo, tudo mesmo é muito relativo.
  • Permita-se

Use cada minuto, hora ou dia desse ano como se ele fosse dinheiro.

Invista em…

Você.

Abraço. Feliz 2012.


Amor, espetáculo e cultura…

O amor é cultural? O comportamento diante dele é algo que aprendemos?

Questões como essas não são tão claras quando nos encantamos por alguém, e ainda mais quando olhamos para o dia a dia a “rotidiana” (rotina cotidiana), uma palavra que soa tão chato como o som que ela produz. O dia a dia pode parecer um tédio para os que querem a vida sempre com novidades. Isso é uma redundância enorme.

Imagine você, homem, chegando do trabalho todo cansado, e sabe que sua mulher também chegou do mesmo jeito. O sexo, o carinho, a conversa são formas de aliviar toda a tensão física e psicológica travada no dia a dia. Você chega em casa, e encontra dia após dia uma pessoa que sempre é a mesma. Isso é ruim?

Eu posso te garantir que não, pois pense que essa pessoa do dia após dia, é aquela que te conhece, que sabe quem você é, que conhece seus defeitos, suas qualidades, e até mesmo o que  fazer para te deixar mais…. calmo.

O mesmo digo as mulheres, que encontram seu parceiro e acham que ele trará grandes novidades. É até bom que ele não seja tão “novidativo” assim, pois isso traria sérios problemas ao casal. Mas vocês, e nós, nos entendemos muito bem quando lutamos pelos mesmos direitos. Ou seja, do mesmo jeito que o homem quer carinho, vocês também querem. Desse mesmo jeito, quando vocês querem ouvidos, eles também.

Por isso, a partir e agora neste post, não mais diferenciarei homens e mulheres, e direi pessoas!

As pessoas precisam de coisas e também sabem dar outras. E é isso que devemos nos focar. De onde vem isso? Aprendemos a amar? Sabemos  como nos portar diante de cada situação? A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Eu não sei bem a resposta, mas já tive a oportunidade de construir uma bela cena de amor para um amor meu, uma cena da qual jamais poderiamos, ambos, esquecer. Essa atitude, foi planejada, pensada, alimentada com carinho e com respeito. Não aquela coisa de esconder do outro, até o momento de ver se ele ou ela dá valor. A questão é: Mostre-se e deixe que a pessoa perceba o que perdeu, perderá ou nunca terá se não aproveitar as chances que o dia a dia nos proporciona.

A questão não é relevar erros ou acertos, a questão é fazer o espetáculo e deixar com que o público decida entre aplaudir ou simplesmente vaiar.

Quem teve a oportunidade de assistir a esse filme, pode perceber que o personagem interpretado por Adam Sandler, simplesmente não sabia o que fazer, e bolou uma idéia. Ele poderia simplesmente ter ficado puto com a mina por ela não lembrar dele, mas ele se importou apenas com o sentimento que ele teve e que ele imaginou que ela teve.

A grande sacada é a luta, é o trabalho, é o esforço, errando, acertando e corrigindo e errando, e arriscando. São verbos e não substantivos como: cobrança, valor (em o valor), e etc. É como um autor que escreve um livro nas páginas em branco sem cobrar delas respostas, acontecimentos ou qualquer coisa que seja, ele simplesmente se inspira e escreve. Se forem dois autores, cada um segue do jeito que quer, mas sempre respeitando a história criada pelo anterior. Mas respeito não significa em concordar, e sim em dialogar.

Quando a emoção e a razão dialogam temos a sabedoria… quando elas brigam temos o impulso.

Amor galera… paz… humildade…

Abraço a todos.


Histórias construindo valores…

Como meu último post do ano, eu gostaria de registrar um post que estava em rascunho, pois faltava a imagem perfeita. Essa chegou até mim de uma forma bem surpreendente e emocionante. Eu num sou muito bom com emoções, as vezes não sei lidar com elas e as vezes até sei mas não tenho um jeito adequado.

Por isso, mesclei as várias frases que eu tinha para dizer aqui…

“Definição física, biológica e metafísica de suporte: Amizade”

“Carinho, cuidado e longas conversas que geram reflexão. Definição indefinida dessa srta: Elo”

“Anfitriã e base pro elo… sem saber, ela marcou um ínicio de um ciclo.”

“Não depende do cenário, não depende do sorriso, não depende de nada… eles, independente do tempo e da distância, estão colorindo o caminho por onde passamos, através das boas energias.”

“Curiosidade e companheirismo, acho que essas palavras são incapazes de defini-la, mas com certeza são fácilmente observadas de longe!”

“Sem muitos planos, colecionamos bons momentos…”

“Sem muitos enfeites, colecionamos lindas imagens…”

Enfim, se havia algum plano para 2011, este foi realizado sem muito planejamento, e com doses significativas de esforço e empenho.

Não existem receitas, a não ser liberdade de cada um ser o que é e se encontrar com seus semelhantes e seus opostos. O ano terminou (praticamente) mas terminou com cara de começo de uma longa amizade, assim espero e assim torço por tal.

Abraço a todos, feliz 2012.

Referências ao texto: Velhas amizades… Novos conceitos!


Até quando só planos? Mensagem de final de ano…

Planos são fáceis de fazer, a receita é simples: Basta sonhar com alguma coisa, desejar algo e planejar. O dificil e ir atrás e pegar para você, realizar, conquistar.

Mas e quando os planos ficam só como planos mesmo? O que fazer?

A pergunta parece estar equivocada, pois se os planos já estão prontos, então além de saber o que fazer, precisamos saber o que não fazer.

Este post nasceu há algumas semanas, mas só agora que a minha ansiedade se mostrou mais evidente é que pude conclui-lo. Basicamente o que mais encontro são pessoas que:

  • não sabem o que fazer
  • tem medo de fazer
  • abraçam o mundo
  • esperam acontecer

Não que isso as define como um todo, em algumas ocasiões as situações se misturam, mas o ponto chave disto é o que não apareceu na lista:

  • os que constroem

As quatro características estão presentes neste item isolado, elas existem mas não são capazes de desanimar as pessoas que resolvem construir algo.

Um primeiro exemplo bem claro disso é alguém que não sabendo o que fazer, se lança a aventura de conhecer o mundo ai fora, vai procurar o que fazer e por vezes acaba encontrando, mas ele saiu e foi a procura.

Um segundo exemplo é o medo, que nos protege ou nos avisa dos riscos, mas os construtores se cercam de cuidados e enfrentam o medo não o desafiando, mas com muito respeito, transpondo-no.

Um terceiro exemplo são os que abraçam o mundo e viram construtores ansiosos e um tanto confusos, mas ao ser isso, ao se “aventurar” e ter uma experiência abrangente, mesmo que pouco aprofundada, eles se tornam pessoas sábias por conhecerem caminhos diversos, mesmo que não tenham chegado ao fim de nenhum deles.

Um quarto exemplo é aquele que espera acontecer. Mas veja bem, esperar construindo é muito diferente do que esperar… esperar… esperar…

Para 2012, pessoas, leitores e não leitores, eu desejo a vocês um ano cheio de construções. Não de que todas elas sejam erguidas num prazo determinado e etc, mas que de todas se tirem lições verdadeiras e únicas para cada um de vocês.

O plano só deixa de ser plano quando a primeira pedra é erguida, e mesmo que ela caia, o plano deixou sua condição de “plano” e se tornou uma tentativa.

Um feliz 2012, feliz natal, um abraço e obrigado aos que ativamente participaram deste blog. Ele cresceu graças ao incentivo, críticas prós e contras, e muito sentimento, traduzido com palavras de três pessoas que constroem!

 

 

 

 


Simulado em três tempos!

Um dia de cada vez, um dia da caça o outro do caçador, coleção de valores…

Três pensamentos que permeam momentos dificeis. Há quem ache que isso é muito exagero e sentimentalismo, mas provavelmente esse alguém nunca esteve sozinho de verdade. Quando você olha em volta e só consegue ver que mesmo por pouco tempo, você está sozinho.

Como se sentir seguro, se o valor de todo seu esforço até aqui é colocado em cheque, em dúvida, a prova? Este post em três tempos, tem como intenção pensar sobre e não responder.

A espera é sábia e burra ao mesmo tempo. Ela consegue amenizar dores, mostrar o que é certo e o que é errado relativo a um tempo específico, mas ela comete um erro cruel para com quem sempre soube que não é preciso esperar para por acima de tudo o amor pelo outro. Isso se chama respeito. Em um livro lançado recentemente pela Textual Produção Editorial, “Feliz de outro jeito” o jornalista Carmo Chagas conta a odisséia de sua mulher que por causa de uma complicação cardíaca teve de amputar os pés, a alusão ao companheirismo mesmo em horas dificeis me fez refletir muito sobre o rumo que cada ser dá a sua trajetória, se apegando a coisas tão menores e que por isso mesmo não podem julgar os outros que fazem o mesmo.

O trabalho em primeiro lugar, e os compromissos do mundo capitalista estragaram nossa capacidade de apreciar. Hoje temos pressa de… de…. enfim, concluo que as pessoas tem pressa de morrer. Que sejamos iluminados e tenhamos pressa para viver com calma a nossa vida.

É com um abraço que as vezes esperamos ser recebidos, quando simplesmente não queremos explicar nada e nem nos desculpar por as  vezes lembrarmos que somos seres humanos, que temos dor, e que erramos e caímos, mas ainda assim, vimos naqueles braços fechados, um lugar onde esperávamos encontrar amor.

Um abraço…

“Se uma pessoa não sabe estar ao seu lado nos momentos dificeis, porém não tão grandiosos, ela poderá não dar conta de estar ao seu lado quando os momentos dificeis forem mais complicados ainda. Esses momentos pequenos e dificeis são portanto um simulado do que a vida nos desafiará!”