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E agora José?

monique daniel bbb 12 e agora josé blog não pense

A notícia mais quente do momento rola solta, Monique, participante do Big Brother Brasil foi abusada sexualmente pelo participante Daniel enquanto ela dormia, após uma longa noite de bebedeira. O vídeo foi postado na internet e, com isso, muita gente teve acesso à cena em que é possível visualizar movimentos por debaixo do edredon, no entanto, Monique não se move em nenhum momento, sugerindo que ela estava realmente adormecida, enquanto Daniel “brincava” com ela.

Eu não assisto o BBB (e não me acho melhor por isso, eu só realmente não me interesso), mas essa notícia me chamou a atenção, principalmente pelos comentários que li no facebook, postados por pessoas do meu convívio social. Basicamente são comentários extremamente moralistas, machistas e algumas humorísticas.

Quero comentar algumas das quais me deixaram de queixo caído: “Acho que ela também deveria ser expulsa por ter bebido demais, ninguém mandou provocar”. Bom, vamos lá, eu concordo que é importante cuidarmos de nós mesmos, afinal, beber exageradamente pode levar a diversas tragédias como um acidente de carro, por exemplo, e usar uma roupa provocante pode vir a ser um fator de risco. Mas se uma mulher (ou um homem, por que não?) se encontra bêbada e/ou com uma mini-saia, isso dá o direito à outra pessoa de abusá-la sexualmente? Então, se um dia você ir a uma festa e acabar exagerando na bebida, um cara qualquer, um conhecido ou um amigo seu tem todo o direito de “brincar” sexualmente com você?

E por que ela deveria ser expulsa também? Que regra ela infringiu? Ela bebeu? E a rede globo colocou bebidas lá na festa para quê?… “Ah, mas ela bebeu demais”, se for por essa lógica, outros também beberam demais, então eles deveriam ser expulsos? E qualquer um poderia abusar dos participantes que beberam demais? ..E quem espera ser abusada sexualmente em rede nacional, com uma equipe da rede globo monitorando a casa 24 horas por dia?

Outro comentário: “Quando um cara bêbado fica com uma menina estranha não é estupro”. Confesso que de início não entendi, o que seria uma menina estranha? Prefiro imaginar que o autor dessa frase tenha colocado a polêmica para a questão do masculino, ou seja, quando é a mulher que abusa sexualmente um homem isso não é considerado estupro. Pois eu digo, se ele não estava consciente e se ele não consentiu, é estupro, é abuso sexual sim, por que não? Só por que ele é homem?

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Nossa sociedade machista não aceitaria bem essa situação, um cara que fosse abusado sexualmente enquanto estivesse inconsciente e reclamasse depois provavelmente seria taxado por muitos: “gay”, “bixa”. Mas a verdade é que sendo gay ou 100% hétero, um homem tem todo o direito de se recusar a ter relações sexuais.

Passemos agora para os comentários humorísticos, esses foram os que ao invés de me fazerem rir, por pouco não me fizeram chorar. Veja bem, eu não estou criticando aqueles que levam a vida de uma maneira leve e conseguem ver graça na vida mesmo diante de tantas tragédias e sofrimentos, pelo contrário, eu admiro muito os que conseguem passar mensagens sérias através do humor, da ironia, da brincadeira. No entanto, o que eu percebi foi que, nesse caso, muitas pessoas utilizaram o humor para não pensar e não discutir a respeito da problemática do estupro.

Entre várias piadinhas, comento especialmente uma: é uma imagem compartilhada por muitas pessoas do facebook em que há um homem de terno com uma câmera na mão dizendo: “Vamos parar de falar de estupro, agora vamos falar da tekpix”. Os que conhecem a propaganda da tekpix sabem o quanto aquilo é um pé no saco, é entediante, repetitivo, é chato. A mensagem que essa imagem trás é de que falar do que aconteceu recentemente no BBB, falar do estupro é repetitivo e chato, inclusive é mais repetitivo e chato do que o comercial da tekpix. E aí eu me pergunto, onde vamos parar com isso? Porque se não paramos para discutir seriamente sobre o assunto, como é que essa questão pode ser tratada?

Esses movimentos que eu citei, ao meu ver, de culpabilizar a mulher ou criar piadas sobre a situação, não só minimiza a responsabilidade de Daniel pelo ato e dá menos ênfase à sua ação, como também faz com que nós próprios não nos responsabilizemos pelo ocorrido. Isso mesmo, porque podemos até não ter estuprado ninguém, mas cabe a nós, cidadãos, pensar, refletir e agir em torno desse problema. Eu concordo que a TV Globo está errada, que deveriam ter impedido o Daniel naquele momento, que deveriam ter tomado providências logo de início. Contudo, milhões de brasileiros presenciaram a cena… e muitos criticaram a moça, muitos falaram mal do rapaz, muitos apedrejaram a rede Globo e poucos cogitaram: “será que isso não reflete o quem acontecido em nosso País?”. E acredito que poucos pensaram: “E o que eu posso fazer com relação à isso?”.

Acredite, criticar a rede globo ou apenas fazer piadas sobre o assunto não vai mudar muita coisa, mas é..pode fazer com que você durma tranqüilo e com a consciência limpa, afinal, você não tem absolutamente nada haver com relação a isso, não é?

Milca Freitas

monique daniel bbb 12 e agora josé blog não pense big brother brasil

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Artigo sobre o BBB

Luís Fernando Veríssimo BBB big brother brasil crítica

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. […] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

[…] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Luís Fernando Veríssimo


Faculdade de Medicina da Usp faz 100 anos

Ao projetar uma escola de formação de médicos para o estado de São Paulo, em 1912, o grupo reunido em torno de Arnaldo Vieira de Carvalho pensava em fazer algo diferente. O objetivo era ter um currículo moderno, diferente das três primeiras faculdades de medicina do país, a de Salvador, a do Rio de Janeiro e a de Porto Alegre. Planejou-se um curso preliminar de um ano e outro geral de cinco anos, com 28 disciplinas. Diretor nomeado da nova escola, Vieira de Carvalho orientou o ensino para que tivesse base científica e experimental, com ênfase em pesquisa e estudos laboratoriais. Nas duas outras faculdades o modelo era de aulas teóricas com destaque para clínica. Cem anos depois, o projeto mostrou-se acertado ao tornar a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) uma fonte contínua não só de bons médicos, mas também de pesquisas científicas sobre o campo médico e de saúde.
O começo foi difícil. Um ano antes da fundação da então Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo surgia a Universidade Livre de São Paulo, de cunho privado, que nada tem a ver com a USP criada em 1934. A instituição nasceu na esteira da lei Rivadávia Correia, de abril de 1911, que permitia a organização do ensino particular no Brasil. Esta universidade particular, comandada por Eduardo Guimarães, começou com cinco cursos, um deles de medicina. Mas não durou muito – em dezembro de 1912 Vieira de Carvalho conseguiu a aprovação do governo paulista para a faculdade oficial. Esta medida, aliada a outras – como a oposição da elite médica local, que considerava a iniciativa privada de má qualidade –, levou o empreendimento ao fracasso em 1917.
O projeto da faculdade oficial teve dificuldade em conseguir dinheiro regular do governo. Nos primeiros anos funcionava em dependências da Escola Politécnica, da Escola de Comércio Álvares Penteado e de um prédio alugado na rua Brigadeiro Tobias. As aulas começaram em 1913 com apenas três professores: Carvalho, Celestino Bourroul e Edmundo Xavier. Aos poucos se agregaram a eles Guilherme Bastos Miward, os franceses Emille Brumpt e Lambert Mayer e os italianos Alfonso Bovero, Alexandre Donatti e Antonio Carini, entre muitos outros.

“Em 1916 veio o apoio da Fundação Rockefeller, que demorou a se efetivar por razões políticas”, conta o historiador André Mota, coordenador do Museu Histórico da FMUSP. “A contrapartida exigida pelos americanos era a construção de um hospital de ensino, que até então funcionava na Santa Casa.” Vieira de Carvalho morreu em 1920, aos 53 anos, e o acordo com a Rockefeller só saiu do papel em 1926. Em 1931 foi inaugurado o prédio atual da faculdade, custeado pela fundação, e três anos depois surgiu a USP. A inauguração do Hospital das Clínicas ocorreu em 1944. Junto com ele começam se estruturar os institutos especializados. Hoje há oito deles.

O reconhecimento internacional de excelência da faculdade ocorreu em 1951, quando a Sociedade Americana de Medicina a colocou entre as 15 melhores do mundo. “Hoje o ranking da Universidade de Xangai, um dos vários existentes, a classificou em 76º lugar; é o único curso brasileiro entre os Top 100”, diz José Otávio Costa Auler Júnior, vice-diretor em exercício da faculdade. “Queremos ficar entre as 50.” Nesses 100 anos, o corpo docente foi responsável por avanços científicos pioneiros, como o primeiro transplante de rim da América Latina (1965), o primeiro de fígado da América do Sul (1968) e o segundo de coração do mundo (1968), entre muitos. Em 1975 foram criados 62 Laboratórios de Investigação Médica (LIM) nos quais hoje se produzem 4% da pesquisa nacional (ou 14% na área médica do país).

Para o futuro, Costa Auler revela três objetivos. “O primeiro é promover a maior integração dos grupos de pesquisa com pesquisadores do exterior de modo a aumentar o impacto da ciência produzida”, diz. O segundo é estruturar novos modelos educacionais para tornar os cursos mais eficientes, buscando a excelência no ensino. E, por último, desenvolver estratégias voltadas para alguns dos problemas de saúde pública das grandes cidades, como poluição, álcool e drogas.

Edição de Janeiro da Revista Pesquisa Fapesp


Recomeçar… é preciso.

 

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou… em que momento da vida você cansou… o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo… é renovar as esperanças na vida e o mais importante… acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? foi aprendizado…

Chorou muito? foi limpeza da alma…

Ficou com raiva das pessoas? foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se só por diversas vezes? é porque fechaste a porta até para os anjos… Acreditou que tudo estava perdido? era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz… de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal Um corte de cabelo arrojado…diferente?

Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a pintar…desenhar…dominar o computador… ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando.

Tá se sentindo sozinho? besteira…tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”… tem tanta gente esperando apenas um sorriso

 teu para “chegar” perto de você.

Quando nos trancamos na tristeza… nem nós mesmos nos suportamos… ficamos horríveis… o mal humor vai comendo nosso fígado…

até a boca fica amarga. Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto…

queira o melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…

 coisas pequenas teremos… já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor… o melhor vai se instalar na nossa vida.

 E é hoje o dia da faxina mental… joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho de coisas tristes… fotos…peças de roupa, papel de bala…

ingressos de cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora…

mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes

 de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”… ” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”

Carlos Drummond de Andrade.


HOMEM INDECISO

Olá leitores, hoje na nossa seção “textos colaborativos” postamos um artigo de um blog parceiro, o Garotas Ce Pira.  Um blog com uma proposta diferente e com muito conteúdo, indicamos a todos! Vamos ao texto!
homem indeciso blog não pense ce pira

Nossa! só de falar em homem indeciso já vejo moças fazendo fila para ler o artigo, isso porque existem muitas nessa situação, sendo ENROLADAS é isso aí, como diz o ditado popular”O que não está decidido, decidido está”
Não são raras as histórias de mulheres que passam anos e anos esperando a atitude de um cara que se faz de coitado só para levar uma amizade com “beneficios” e o pior é quando o tal indeciso nem beneficios quer mais e ainda fica enrolando com frases do tipo:

*Eu não quero nada sério agora
*Não estou pronto
*tenho medo de me apaixonar
*Não se pode fazer as coisas por impulso é preciso pensar (kkkkkkkkkkk como dizia outro ditado, quem casa não pensa meu filho)

Queridas vou dizer uma coisa, não é minha mas com certeza vale para todas nós que já passamos por isso
Puts! Vai buscar seu orgulho ferido de mulher lá no subsolo do inferno!!! Não! tem dó dos meus ‘miolos’ e para de se prestar a esse papel, antes que você chegue a ver essa tal criatua maltratada pelo destino com outra e ainda dizendo para você: _ eu não queria mas, aconteceu.

Escutem… homem quando quer ele vai atrás, se ele ainda está naquela de não sei se peido ou não peido é por que com certeza você não dispertou nele aquela paixão que faz ele perder a pose de galinha e querer ser homem de verdade. Agora inventaram também o tal namorido, coisa de mulher que quer dar e casar mas como o cara não quer casar ela inventa um meio termo para se sentir mais importante dizem que é mistura de namorado com marido cepira? no meu tempo não existia isso não! E enquanto você fica aí fazendo tudo do jeito que ele quer, sendo o macho da situação chega uma mulhersinha pega esse cara e transforma ele no homem que ele nunca foi para você. Acorda!!!

Não seja chorona, não deixe que sua vida passe e você perca a oportunidade de evoluir, você merece ser desejada assim como todas e se ele não toma uma atitude isso já diz tudo, então você tome a atitude que precisa, saia correndo três dias e três noites sem parar até estar bem segura longe desse cara.
Aprenda que perguntas simples merecem respostas simples Por exemplo “quer namorar comigo” não precisa de muita conversa, basta um “sim”. E tem mais, porque um “o que você espera de nosso love?”, não pode receber um “sei lá…”

Senão, gatinha, o tempo passa… e em vez de gatinha você será uma mulher amargurada do lado de um cara estranho que mija no pé. traduzindo Homem indeciso não é homem para você!

Maysa Santos


TPM – parte 2

woman blond blue eyes sick mulher loira dor olhos azuis

Depois daquele dia em que o mundo está cinza, nos odeia e quer nos ver gordas, feias e cheias de celulite vem a calmaria. Passou a TPM. E o que aprendemos com ela? Simples, muito simples. Vamos a boa e velha explanação.

Seu namorado (marido, ficante, sei-lá-o-que) gosta de você ou não suportaria esses dias todos os meses. Você está menos inchada, mulher, o que significa que você não precisa fazer regime, as mamas não doem… enfim, o mundo coloriu-se de novo.

Então você pensa: “O que fazer pra evitar isso tuuudo mês que vem?”. Bom, não sou médica, mas sei dicas simples (isso serve pros nossos companheiros, também).

woman smile mulher sorrindo

Evite cafeína. Isso quer dizer: café, capuccino, Coca Cola, Pepsi (e Cia) e nosso amado e estimado CHOCOLATE. Ok, admito, o chocolate complica e é aí que entra a ajuda dos nossos amores. Coma, mas coma pouco e dê o resto pra eles. Não se esqueça de pedir pra eles não devolverem nem que o mundo esteja acabando. Elabore o plano com ele nos seus dias de “sanidade”.

Tome muita, muita água. Ajuda a diminuir inchaços.

Os meninos adoram esportes, né? Chame o BEM pra jogar bola (e divirta-se, por favor), pra andar de bicicleta, caminhada de mãos dadas, qualquer coisa, mas movimente-se. Isso libera endorfinas, que diminui o consumo do chocolate, diminui cólicas e diminui a bendita da TPM.

Você pode conversar com o queridinho e ver seu calendário… deixo-o sempre sabendo quando a lua muda pra você. O suporte é muito importante e ele precisa estar preparado pro que está por vir. A surpresa não é legal pra eles.

Infelizmente, com nossa alimentação diferente das nossas avós e uma vida mais diferente ainda da vida delas a TPM é muito mais comum na gente. Não tem como fugir dela. Você pode amenizar – muito- com pílula anticoncepcional, interrompendo a menstruação, engravidando, mas ela sempre volta, cedo ou tarde.

A inteligência nossa e, espero, dos nossos amigos/amantes é saber lidar com ela e, mesmo nos dias sem cor, saber que tudo voltará ao normal em 2 ou 3 dias.

E viva as mulheres com todas as suas qualidades e defeitos.

Nice Mendes

woman smile mulher sorrindo loira


Chega de “ismos” . Viva a igualdade!

house husband homem de casa baby dad father bloond mother

No mundo moderno homens e mulheres têm direito iguais e trabalhos divididos quase igualmente. Mas não é isso que se vê no dia a dia. Vejamos exemplos simples e diários da TV.

Propaganda do VEJA é sempre uma mulher que tem a Neura da limpeza. Homens não fazem faxina? Homens não gostam de ter o seu local de morada ou serviço limpos? HOMENS NÃO TEM NEURA?

Machismo puro que passa todos os dias e parece que ninguém se importa, liga ou mesmo repara.

Propaganda da Brastemp-Finish: é a mulher quem está de cara passada porque está lavando louça SOZINHA. Pelo menos nas famílias em que freqüento casas a mulher ou o marido lava a louça enquanto o outro seca e guarda. É, inclusive, mais um momento pros dois conversarem.

Meus questionamentos são: homens são porcos? Não há homens que morem sozinhos e precisem de tais produtos também? Estamos voltando ao pensamento que mulheres devem ser donas de casa e o marido sustenta a casa?
Porque quando passaram a propaganda da Caixa em que Machado de Assis era branco o “racismo” fez que tirassem a propaganda do ar. Machado de Assis era filho de escrava (não é isso?). Então por que não há este mesmo tipo de cuidado com propagandas destinadas a limpeza de casa?

È o mesmo que já se discutiu em propagandas de cervejas, onde somente homens bebiam a dita-cuja e sempre havia mulheres seminuas pros carinhas que estavam entornando uma. Por que? Mulheres não bebem? Este caso, pelo menos, parece resolvido.
Está na hora de mudar o sexismo implícito (pra mim, explícito) nas propagandas de hoje em dia e colocar todos de uma forma igual. Chega que machismo, feminismo e outros “ismo”. Viva a igualdade.

Nice Mendes


TPM – Tocou, Perguntou, Morreu!

tpm woman mulher tensão pré menstrual boca lábios batão vermelho - nao pense

Se há algo que nem homens e nem mulheres gostam é a conhecidíssima TPM.
Eu, como uma mulher que enfrenta este mal no momento, posso dizer como é horrível se sentir sem controle das suas emoções e acima de tudo, descontar em quem não merece.

O mundo se torna cinza, coisas mínimas são altamente irritantes e qualquer coisa faz com que nós, as mulheres neste incrível estado hormonal, nos sintamos feias, gordas e não-amadas.
Acredito que as mudanças de humor possam ser comparadas com a gravidez – não sei dizer, nunca estive grávida – mas a grávida tem a desculpa de estar carregando um outro ser humano e de ser cuidada por estar em tal momento da vida.

Sim, a TPM é uma frescura feminina. Até eu acho isso. Pena não podermos controlá-la.
Ai então vem as piadas, os comentários e aquela frase “Ih, ela deve estar naqueles dias”.
Isso é o inferno na terra. Precisamos carregar um cartaz dizendo “Cuidado. Perigo”?

Vontade de explodir o mundo, de sair gritando, de pedir colo, de afundar em uma panela de brigadeiro, de se empanturrar de chocolates, de mandar o namorado…bom, deixa quieto.
Vou acabar esse texto com algumas definições de TPM:

Todos os Problemas Misturados
Tendência a Pontapés e Murros
Temporada Proibida para Machos
Tocou, Perguntou, Morreu (adoro esta)
Tente no Próximo Mês
Tempo Pra Meditação
Treinada Para Matar
To Puta Mesmo
Tensa, Perversa e Manhosa
Toda Paixão Morre
Tire a Pata, Moleque
Tire a Porra da Mão
Tenha Paciência, Meu
Totalmente Pirada e Maluca

Tentando levar com humor, BOM humor, a gente passa por isso todos os meses do ano!
Até a próxima!

Nice Mendes

Sobre o Medo, os Outros e Zumbis. (Texto Colaborativo)

Olá Pensadores! 

Essa semana estreamos um novo canal aqui no Blog. Pessoas que desejam colaborar com o Blog, ou apenas expressar sua opinião sobre algum assunto, qualquer assunto que valha uma reflexão, terá um espaço para isso. Estreamos essa nova fase do Blog com nosso grande amigo Felipe Estevez, seja-bem vindo!

E você quer falar sobre algo? Escreve de vez em quando? Mande para nós, quem sabe semana que vem não é o seu texto que está por aqui?

Aquele Abraço!

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Sobre o Medo, os Outros e Zumbis.

Nessa minha primeira apresentação no blog dos meus queridíssimos amigos, decido comentar sobre um dos sentimentos mais interessantes do homem: o medo. Como escondemos esse sentimento, com que vergonha admitimos tê-lo! Porem, ele esta em nós (queiramos ou não) e ele se manifesta de diversas formas. A necessidade de não sentir medo é fundamental; a insegurança é símbolo da morte, e a segurança símbolo da vida. Não é de se estranhar que os animais não usam amuletos, e nós homens usamos. Nós sabemos da nossa finitude, e isso nos dá medo.

A milhares de anos nossos ancestrais viviam com medo. Imaginem uma horda de homens primitivos, num grupo de no máximo 8 pessoas, quando a noite começa a aparecer. A visão diminui, animais selvagens podiam aparecer e atacar, começava o frio e ao fundo só ruídos estranhos. Esses homens sentiam muito medo! Mas foi esse sentimento que impulsionou essas pessoas a serem criativas. Para protegerem-se das forças da natureza nossos antepassados criaram a sociedade. Um ajudava o outro e criavam instrumentos para defenderem-se: o fogo, as armas, as explicações para as coisas, a religião….

Assim surgiram as cidades. Com a descoberta da agricultura os homens puderam ficar num canto só, sem correrem o perigo de ficarem perambulando por ai. Porem o medo continuava. As cidades ainda podiam ser atacadas por tribos guerreiras ou outras criaturas assustadoras. Essa insegurança fez surgir uma nova invenção: o Estado. Era uma entidade que protegeria a todos dos perigos, exigindo em troca apenas sua cooperação e parte do seu trabalho. O problema é que uma vez no poder, quem governava mantinha o estigma do medo, para poder continuar governando.

Não é de se estranhar que Roma expandiu pelo medo das tribos bárbaras, a Igreja dominou a Idade Média pregando medos de demônios e bruxas, os nazistas fizeram o que bem entendiam para defender a pátria dos perigosos judeus ou nossa ditadura ficou no comando duas décadas para nos proteger dos comunistas comedores de criancinhas.

Notamos aqui que a todo o momento falo do medo do Outro. Tudo que é diferente e alheio a nós é aterrorizante e ameaçador.

Com a Revolução Industrial nossas cidades cresceram de pequenos povoados, onde todos se conheciam, para cidades enormes com milhares de habitantes. Não conhecemos as pessoas que habitavam nossa própria cidade. O Outro ameaçador esta dentro da nossa fortaleza. O Datena vive me lembrando como é perigoso lá fora. Se antes sentíamos medo de bárbaros selvagens ou de bruxas e demônios, agora sentimos medo de nós mesmos.

Por isso acredito que os filmes de Zumbi fazem tanto sucesso hoje em dia. É uma boa representação simbólica de como sentimos medo das pessoas ao nosso redor. Nunca sabemos quando seu vizinho, seu amigo ou sua própria mãe pode virar um morto-vivo e comer seu cérebro. O melhor desses filmes é que eles ficam o tempo todo tentando descobrir o que esta acontecendo e porque aconteceu, mas isso nunca é explicado ou sempre é irrelevante. Não precisamos de explicação, todos internamente sabermos que já estamos cercados por zumbis.

E agora, o que fazer? Bem, como todo personagem desses filmes de Zumbi vou me cercar de pessoas que não comerão meu cérebro, procurar comida e admitir que tenho medo. Dessa forma continuarei sobrevivendo, pois só tenho medo pelo fato de amar a vida.

Felipe Estevez