Arquivo da categoria: Vida

Joguinhos Vs Sedução

joguinhos sedução nao pense annoying woman mulher chata cu doce

Um dia estava discutindo com uma amiga sobre a atitude que as pessoas tomam quando estão afim de alguém ou quando sabem que alguém está afim dela. No meio da conversa ela soltou uma frase que me fez querer escrever esse texto, era mais ou menos assim: “Ah, mas as meninas mudam mesmo a forma de tratar um cara quando descobre que ele está afim, algumas vão tratar com indiferença, outras mesmo que interessadas farão joguinhos, é normal.”

Me peguei refletindo qual a real necessidade de tudo isso… porque na boa? Para mim, isso é coisa de colegial. Dar todos os sinais que está interessada e depois que você chama para sair muda totalmente de postura? Ah não dá….

Entendam bem, não estou falando de joguinhos de sedução, troca de olhares, mimos…. mas sim aquelas coisas infantis…Sabe?
Ficar de #mimimi, fazendo gracinha, indiretas nas redes sociais para causar ciúmes, não conversar direito, respostas monossílabas, ignorar sem propósito…..quando me deparo com uma menininha nesse nível (afinal mulher de verdade não age assim) eu chego a duas conclusões:

joguinhos sedução nao pense annoying woman mulher chata cu doce duas caras two

Ou esse é o jeito dela de se fazer de difícil (e mostrar que é infantil e não sabe muito bem o que quer da vida) ou pior ainda, não está interessada mas quer alguém ali para massagear o seu pequenino ego. Não sei qual das opções é pior.

Estou usando meus exemplos, mas sei que tem muito marmanjo que também faz isso… quem disse aquela maldita frase “tudo que é mais difícil é mais gostoso” com certeza não passou por isso.

Eu não entendo o por que de toda essa história mas acredito que a culpa é um pouco de todos nós, porque aturamos gente assim por medo de ficarmos sozinhos, por tesão ou por carência, sei lá! Se ao primeiro sinal de #mimimi a gente já mandasse um belo foda-se e partisse para outra, a vida seria muito mais fácil. Ultimamente ando colocando isso em prática e olha, nunca me senti melhor ;D

Conversando com outra amiga, ela me disse que isso pode ser insegurança também. Tudo bem, eu até entendo isso, mas ser inseguro não te dá o direito de tratar mau as pessoas certo? Afinal educação vem de berço.

Ao meu ver é mais fácil sempre mandar a real, suas verdadeiras intenções e pensamentos (sinceridade sempre). Tudo que é combinado não sai caro! Ninguém se machuca e todo mundo economiza tempo.

Se só tá afim de pegação, deixar isso claro, que não quer se envolver, que só quer curtir.

Se está disposto a algo mais sério, virar e dizer: Olha, eu conseguiria viver sem você e você sem mim, mas eu morro de curiosidade de saber como seria vivermos juntos, um completando a vida do outro. Sei também que em alguma hora, eu ou você , ou até os dois vão ficar malucos e iremos querer pular fora, mas se eu não te pedir AGORA para ser minha, sei que me arrependerei.
Não faço idéia onde tudo isso vai dar, mas quero muito descobrir. Vamos?

joguinhos sedução nao pense happy coupple casal felizEu sei que quando o assunto é relacionamento, não existe fórmulas prontas mas a sinceridade ajuda muito, seja qual for sua intenção com a outra pessoa.

Eu quero alguém que me ganhe nos detalhes. E que eu também a conquiste assim.
Nos conhecendo aos poucos, tanto nossas qualidades quanto nossos defeitos.
Mas como proceder com alguém que vive de joguinhos? Como saber qual é a atitude verdadeira e quais são as fórmulas prontas?

Seria como ter alguém pela metade… e vocês sabem né? De metade ninguém vive.

Beijo do gordo

Ps: Segue a baixo dois videos que ilustram um pouco o que eu estou dizendo.

Ps2: Só eu acho a menina do Casal Sem Vergonha simplesmente maravilhosa?rs


So long, my friend

frindship animals kitty kat amizade gatos black orange preto laranja so long my friend blog não pense

Despedidas sempre tiveram um grande poder de influência no meu humor.
Ainda tenho na memória os dias que levava minha mãe na rodoviária por conta do trabalho, esperava ela subir no onibus e a observava partindo. Em quase todas ocasiões me perguntava se haveria uma melhor maneira de se despedir, pois me parecia que sempre ficava algo por dizer.

Eu não sou de chorar, mas despedidas me comovem e hoje eu me despedi de um amigo que vai mudar de cidade. Fechamos um ciclo para começarmos outro.
Sei que faltará algo nos meus dias afinal a distância impossibilita aquelas visitas rápidas e as conversas semanais jogadas foras numa mesa de bar.

Mas eu sei que a vida tem dessas coisas. O tempo passa, a gente cresce e os desafios ficam mais complicados e em certos casos, mais distantes.
Agora é olhar para frente e ver o que o futuro nos trará.

Lhe desejo o melhor e já faço planos para o dia em que irei visitá-lo.
Bons momentos me vêm a memória e sorrio com a certeza de que você vai levando ao menos um pouco mim.
Porque muito de você está aqui comigo.

Beijo do gordo


Quanto vale seu tempo?

Dedicamos parte de nossas vidas a pensar, viver, amar, sofrer, dormir, comer e etc etc etc. Com a aproximação da virada do ano, me peguei em pensamentos como:

A relatividade do tempo.

No dia mesmo da virada, recebi uma mensagem de minha amiga e sócia, me desejando feliz ano novo, por volta das 22h, ela, que estava em viagem para Europa, entrou primeiro em 2012. E eu ainda estava literalmente, no ano anterior. Rsrs…

Na hora me veio a cabeça o Sr Einsten e um questionamento para o começo desse ano. O que o tempo marca afinal? Sendo que na marcação oficial do tempo, naquele exato momento que recebi a mensagem de alguém que já estava… no futuro?

A convenção do tempo é uma coisa que chama muito atenção para as convenções do dia a dia.

O que temos que fazer…

O que temos que aprender…

O que temos que escolher …. e etc etc etc.

Eu sinceramente quero começar 2012 dizendo:

  • Aceite as convenções que melhor se encaixam a você.
  • Tudo, tudo mesmo é muito relativo.
  • Permita-se

Use cada minuto, hora ou dia desse ano como se ele fosse dinheiro.

Invista em…

Você.

Abraço. Feliz 2012.


2011 foi um ano bom

the big bang theory amigos friends carro foto 2011 foi um ano bom blog não pense

Tenho aquele hábito de todo fim de ano escrever uma lista de objetivos a se alcançar para o próximo, dos desejos mais simples aos quase utópicos. Ainda não defini os objetivos de 2012, mas ao reler os de 2011 fiquei muito feliz em perceber que alcancei quase todos, com muito sangue e suor. Confirmei o que já sentia no meu íntimo, 2011 foi um ano excelente, daqueles para levar na memória.

Fiz novas amizades e fortaleci as antigas. Senti da maneira mais maluca e sublime o que esse amor fraternal pode nos causar e o jeito bom que ele influencia a vida. Conheci o amor de diferentes formas, em diferentes intensidades e sou grato por isso.

Descobri mentiras e traições daqueles que se diziam amigos e aceitei que de fato não eram, nem chegavam perto. Aquela máxima da maça podre nunca foi tão verdadeira, mas a recíproca também existe. A vida fica mais leve quando você se livra de pessoas ruins.

Vi 7 ministros caírem e me pergunto se isso indica que a política do país está caminhando para algo mais transparente ou se só mostra que os nossos “governantes” estão cada vez mais caras de pau, roubando até o que não tem.

2011 foi um ano bom blog não pense capa veja corrupção  Edição de 26 de outubro de 2011

Edição de 26 de outubro de 2011

Vi países derrubarem seus ditadores e lutarem por algo que acreditavam. Alguns conseguiram, outros continuam na luta, mas ao menos demonstraram sua força. Nós Brasileiros precisávamos aprender com isso, pois eu acredito que temos potencial para sermos o que quisermos! Sermos OS MELHORES. Mas o governo e outros agentes controladores não querem que saibamos disso e vão fazer de tudo para que essa situação não mude. Questiono-me: O que faremos em 2012 sobre isso? Continuaremos a olhar para o outro lado e fingir que está tudo bem?

Por um golpe de sorte somado com muito suor conquistei uma grana, conheci novos lugares, bares e restaurantes. Comprei mais do que precisava e não vou mentir dizendo que isso não é bom, mas, só me senti realmente completo, com aquelas coisas simples da vida que temos de graça.

Busquei algo desconhecido sem saber ao certo o que era. Aprendi que nem sempre o que queremos é realmente o que precisamos, mas isso não quer dizer que saí perdendo. Colhi ensinamentos de uma vida, mudei meus pensamentos e minhas atitudes mais do que certas pessoas conseguem em toda a existência.

Senti ódio. Senti solidão. Senti abandono. Me perdi, corri atrás de mim e depois fugi. Mas sempre tive pessoas que não me deixavam desistir, que me carregaram nas costas quando foi necessário. Precisei passar pelos momentos mais sublimes e outros mais desesperadores para aprender a olhar um pouco mais à frente.

Fiz algumas boas bobagens (existe isso?). Acordei em camas desconhecidas. Tive noites totalmente deletadas pelo meu cérebro (com ajuda do álcool) e corri riscos desnecessários. Mas saí vivo de tudo. Talvez por sorte, talvez por ter amigos que cuidem de mim, talvez por que o santo que minha mãe reza seja forte e em alguns casos por que no fundo eu sou bonzinho (apesar de às vezes odiar isso).

faça coisas erradas para aprender 2011 foi um ano bom blog Não Pense

Fui amado e me perderam; Amei mas também não foi suficiente e a perdi. Conheci algo que nunca tinha sentido antes, amei muito alguém e sofri por isso. E por mais que a dor às vezes fosse insuportável, algo em mim sorria, pois eu sabia que era um jeito de nos conectarmos. Sou feliz por saber que também sou capaz de amar incondicionalmente.

Conheci muita gente. Ouvi histórias. Participei de algumas vidas e fui retirado à força de outras. Aprendi que algumas pessoas vão se aproximar de você por puro interesse e quando ele acabar, você não terá mais utilidade e será descartado (o mundo está cheio de gente que te ama com data de validade). Mas também percebi que tem outras que fazem questão de continuar na sua vida mesmo quando você não faz nada de mais para merecer. Disso tudo, aprendi a seguinte lição: As pessoas não são substituíveis.

Finalmente aceitei que não adianta ficar insistindo em certas pessoas. Quem te quer por perto vai reservar um espaço especialmente para você. Não é preciso ficar lutando o tempo todo por isso. Tem gente que não vai querer, simples assim, supere e siga em frente. A vida é muito curta para gastar com gente que só te faz duvidar de si mesmo.

Eu quis o mundo (ainda quero). Fui atrás de conhecimento apenas para descobrir que não sei nada e que o caminho é longo. Percebi que alimentar a mente é tão necessário quanto alimentar o corpo e a falta disso nos consome, abre a cabeça para pensamentos ruins.

Vi conhecidos casando, tendo filhos, seguindo com o ciclo natural da vida. Vi crianças ensinando velhos, vi formigas derrubando leões. Caí mais vezes que gostaria mas sempre tive uma mão para me ajudar a levantar, mãos que eu sabia que podia contar e outras que eu nunca imaginaria receber apoio.

Fiz 25 anos sem dramas, sem preocupações. Hoje sei escolher minhas batalhas e aceitar um pouco melhor minhas derrotas. Aprendi que desistir ou adiar um sonho é muito mais válido do que passar o tempo todo lamentando por não o ter realizado.

Saio desse ano de peito aberto, desejando ter a força necessária para enfrentar o que vier para mim em 2012 (de repente até o fim do mundo rs). Posso até desistir se achar necessário, mas não vou parar. Por que esse ano eu aprendi de mais sobre mim e sobre a vida. Esse ano eu me encontrei.

Um beijo e um abraço do gordo, Feliz Ano Novo!

“Queira!
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo,
Vai! Tente outra vez!”


Histórias construindo valores…

Como meu último post do ano, eu gostaria de registrar um post que estava em rascunho, pois faltava a imagem perfeita. Essa chegou até mim de uma forma bem surpreendente e emocionante. Eu num sou muito bom com emoções, as vezes não sei lidar com elas e as vezes até sei mas não tenho um jeito adequado.

Por isso, mesclei as várias frases que eu tinha para dizer aqui…

“Definição física, biológica e metafísica de suporte: Amizade”

“Carinho, cuidado e longas conversas que geram reflexão. Definição indefinida dessa srta: Elo”

“Anfitriã e base pro elo… sem saber, ela marcou um ínicio de um ciclo.”

“Não depende do cenário, não depende do sorriso, não depende de nada… eles, independente do tempo e da distância, estão colorindo o caminho por onde passamos, através das boas energias.”

“Curiosidade e companheirismo, acho que essas palavras são incapazes de defini-la, mas com certeza são fácilmente observadas de longe!”

“Sem muitos planos, colecionamos bons momentos…”

“Sem muitos enfeites, colecionamos lindas imagens…”

Enfim, se havia algum plano para 2011, este foi realizado sem muito planejamento, e com doses significativas de esforço e empenho.

Não existem receitas, a não ser liberdade de cada um ser o que é e se encontrar com seus semelhantes e seus opostos. O ano terminou (praticamente) mas terminou com cara de começo de uma longa amizade, assim espero e assim torço por tal.

Abraço a todos, feliz 2012.

Referências ao texto: Velhas amizades… Novos conceitos!


Ainda chove

Olha, eu não posso reclamar da vida (e nem vou). Tenho saúde, uma boa família, amigos que posso contar e um bom emprego que incentiva minha criatividade e paga minhas contas.

A situação definitivamente não está ruim mas ultimamente ando um pouco desmotivado, sem muitas expectativas.  Talvez seja pelo fim do ano, não sei…

Estou na fase de não acreditar em muita coisa, na verdade em acreditar em absolutamente nada. Apenas sigo em frente, sem saber ao certo por onde devo ir, como a chuva que cai do céu e corre pelo mundo, sem caminho definido. Longe de mim ser do clube Zeca Pagodinho – “Deixa a vida me levar, vida leva eu”, só estou um pouco cansado de tudo. Cansado de velhas situações que não se definem ou modificam.  Esse “mais do mesmo” me consome.

Olho ao redor do quarto:

Sem família.
Sem amigos.
Bichos de estimação estão escondidos pela casa.
Inteiramente só.

Gosto quando a mente fica assim calma, sem milhões de pensamentos vindo ao mesmo tempo, sem recordações, sem carências, apenas o suficiente para refletir como as coisas estão e reconhecer o que incomoda.

Eu já esqueci,  já perdoei, já perdi perdão. Desejo do fundo do coração a felicidade de todos, amigos e inimigos, longe ou perto de mim. Então por que essa necessidade de me perder, fugir e viver a história de outro alguém ainda insiste em me visitar? Será aquela velha história da “eterna insatisfação”?

Mas tudo bem…. O que eu quero nesse momento ainda não existe, mas um segundo depois tudo pode mudar.  Sei que no final a chuva passa, os ventos se acalmam e os primeiros raios de sol aparecem.

Uma hora eu abro a janela e deixo o dia entrar.

“Às vezes estou por cima, às vezes estou por baixo.
Mas estou sempre por alguma coisa.
Por alguém. Por aí.”

Beijo do gordo


Até quando só planos? Mensagem de final de ano…

Planos são fáceis de fazer, a receita é simples: Basta sonhar com alguma coisa, desejar algo e planejar. O dificil e ir atrás e pegar para você, realizar, conquistar.

Mas e quando os planos ficam só como planos mesmo? O que fazer?

A pergunta parece estar equivocada, pois se os planos já estão prontos, então além de saber o que fazer, precisamos saber o que não fazer.

Este post nasceu há algumas semanas, mas só agora que a minha ansiedade se mostrou mais evidente é que pude conclui-lo. Basicamente o que mais encontro são pessoas que:

  • não sabem o que fazer
  • tem medo de fazer
  • abraçam o mundo
  • esperam acontecer

Não que isso as define como um todo, em algumas ocasiões as situações se misturam, mas o ponto chave disto é o que não apareceu na lista:

  • os que constroem

As quatro características estão presentes neste item isolado, elas existem mas não são capazes de desanimar as pessoas que resolvem construir algo.

Um primeiro exemplo bem claro disso é alguém que não sabendo o que fazer, se lança a aventura de conhecer o mundo ai fora, vai procurar o que fazer e por vezes acaba encontrando, mas ele saiu e foi a procura.

Um segundo exemplo é o medo, que nos protege ou nos avisa dos riscos, mas os construtores se cercam de cuidados e enfrentam o medo não o desafiando, mas com muito respeito, transpondo-no.

Um terceiro exemplo são os que abraçam o mundo e viram construtores ansiosos e um tanto confusos, mas ao ser isso, ao se “aventurar” e ter uma experiência abrangente, mesmo que pouco aprofundada, eles se tornam pessoas sábias por conhecerem caminhos diversos, mesmo que não tenham chegado ao fim de nenhum deles.

Um quarto exemplo é aquele que espera acontecer. Mas veja bem, esperar construindo é muito diferente do que esperar… esperar… esperar…

Para 2012, pessoas, leitores e não leitores, eu desejo a vocês um ano cheio de construções. Não de que todas elas sejam erguidas num prazo determinado e etc, mas que de todas se tirem lições verdadeiras e únicas para cada um de vocês.

O plano só deixa de ser plano quando a primeira pedra é erguida, e mesmo que ela caia, o plano deixou sua condição de “plano” e se tornou uma tentativa.

Um feliz 2012, feliz natal, um abraço e obrigado aos que ativamente participaram deste blog. Ele cresceu graças ao incentivo, críticas prós e contras, e muito sentimento, traduzido com palavras de três pessoas que constroem!

 

 

 

 


Você vale o que tem?

money você vale o que ganha? dinheiro blog não pense

Nunca me esqueço de uma história que presenciei no meu tempo de cursinho. Existia um cara, bons anos mais velho que a maioria da sala, com esposa e filhos, que estava voltando a estudar para prestar vestibular do curso de engenharia. Um dia ele disse ao professor que era torneiro mecânico, ganhava cerca de 4 mil reais por mês e gostava muito do que fazia. Diante dessa informação, o professor questionou por que então ele estava querendo recomeçar, estudar mais 4 anos para entrar em uma profissão que provavelmente, ao menos no começo, não lhe pagaria nem metade do que ele ganhava. A resposta foi a seguinte:

“Por que eu não agüento mais a cobrança da sociedade, família e amigos. Meu sogro e minha mulher tem vergonha de dizer aos outros minha profissão, embora ambos vivam às custas dela.”

Na época eu não entendi muito essa história, pensava que se ele era feliz e ganhava bem não haveria nenhuma razão para querer mudar (santa ingenuidade Batman!).

Hoje, um pouco mais velho e também cobrado, vejo que as coisas não são tão simples assim, para ser aceito, você precisa ser bem apessoado, estar em boa forma, ter uma família linda e feliz, um emprego de invejar e claro, ganhar muito dinheiro.

money você vale o que ganha? dinheiro blog não pense

Menos que isso? Então você não vale muito.

Eu não aprovo, mas entendo muito bem por que a grande maioria dos políticos quando eleitos não agüentam e se corrompem. Eles também devem ter sido cobrados financeiramente a vida toda e provavelmente compartilham da opinião que vale mais ser um grande filha da p**** cheio de dinheiro do que um honesto morrendo de fome e sendo diminuído por todos.

Existem muitas teorias falando sobre o valor de cada um, que o que vale é o que você é, o que está “dentro” de você. Mas tudo ainda é quase utópico. A grande verdade é que somos todos cheios de preconceitos e julgamos pela aparência sim, mesmo sem perceber.

É o mesmo pensamento dos tempos antigos, desde quando surgiu o conceito de propriedade privada. A única coisa que mudou é que hoje temos leis para “seguir” e nos orientar, afinal, todos somos iguais perante ela. Será mesmo?

O objetivo desse texto não é criticar um modo de vida, descobrir quem está certo ou dar soluções para isso. Cada um sabe o que realmente é valoroso para si e age de acordo, as conseqüências virão com o tempo.

Esse texto é apenas uma constatação:
Na maior parte do tempo você será tratado conforme o que tem.

Beijo do gordo

money você vale o que ganha? dinheiro blog não pense


Existe? Não existe?… Existem? Há? Existes? “Houve”?

Uma das questões modernas (e eternas) que venho debatido com um amigo muito distante, trata a respeito da brincadeira do verbo haver na existência humana.

Quantos de nós há por aí? Será que podemos nos definir?

O cárcere privado que as definições nos impõem também nos identifica e esta é uma das grandes passagens que a vida nos oferece para a melhor compreensão de quem somos.

Nesses últimos meses, enfrentei um conflito enorme com o divino, este por sua vez me levou várias vezes ao inferno e voltou. A cabeça da gente é uma coleção de mundos, muitas vezes nunca jamais imaginado. Tanto que a consciência gritava: Seu idiota!! Saia dessa, tem muita gente pior que você!

Mas esse pensamento, simples até,  me soa como algo extremamente cruel. É como se alguém que não tem uma perna, pudesse dizer: Ahhh mas eu to bem, aquele sujeito ali perdeu uma perna e um braço!! Eu num tenho do que reclamar.

Pois bem, foi partindo dessa brincadeira com esse meu amigo, que passamos a discorrer sobre essa imagem:

 

É claro que não somos ingênuos a la “Lua de Cristal que me faz sonhar….” sabemos as dificuldades que o mundo impõe de verdade e o quanto não basta só acreditar para vence-las, é preciso muita luta e coragem.

Mas o inverso é verdadeiro, de que adiantar lutar e ter coragem se você não acredita em nada?

Acreditar é amplo, e por isso não vou entrar no mérito das religiões e nem as filosofias mil que existem, apenas vou deixar registrado aqui, os poucos pensamentos a que chegamos nesses meses de diálogo sobre o assunto:

“A imagem de dois homens ao lado de um carro de luxo… os dois podem pegar o carro e andar. Um pode ser o dono do carro por definição e o outro pode ser um amigo que pede emprestado (não façam isso rsrs) ou um ladrão que ameaça o cara e simplesmente leva o carro. Independente da duração do “TER” podemos ver que houve uma troca. O dono tinha, o ladrão tem, até a polícia pegar ele!”

“O que não te define, não pertence a você.”

“O que te define deve pertencer você, mas nunca pertença ao que “te define”.”

“Quando um laço virá nó, é por que já não existe mais a segurança e a harmonia da maleabilidade do nó.”

Raul Seixas já cantava…

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou lhe desdizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

 

Abraço


O mar sempre avança…

            

    Boa parte dos problemas relacionados ao dia a dia de pessoas comuns e “livres” estão diretamente associados às decisões que devem ser tomadas quase todo o tempo. Desde o simples ato de se vestir, o qual inclui a escolha da roupa até mesmo a decisão sobre o que fazer com o tempo livre ou com o que restou dele.

                Tempo é dinheiro! Esse jargão famoso da maioria dos capitalistas pode ser reinterpretado de uma forma mais “social”: Tempo é vida.

                Esses dois termos, decisão e tempo, são muito mais relacionados do que possa se supor. Um exemplo muito claro disso é que a tomada de uma decisão inteligente, racional e intuitiva, nos permite, muitas vezes, economizar tempo perdido com o “imutável” e investir tempo naquilo que pode ser, de fato, alterado e construído.

                Algumas pessoas dizem que isso é como desistir do que é difícil, mas elas não entendem, por completo, o que significa desistir.

                Desistir é um ato de admitir em dois aspectos: A pessoa se vê incapaz de conseguir, e por isso, reconhece seus limites e entende que os transpor exige uma concentração de energia e desgaste que põe sua vida em risco, seja ela mental ou até mesmo física. Por outro lado o objetivo é tão imutável que ele começa aos poucos mostrar as características mais profundas e acaba por isso desestimulando essa continuidade.

                Por isso, tudo que se resolve fazer, seja continuar, desistir ou esperar, são decisões que compreendem o prévio conhecimento das consequências, mas acima de tudo o conhecimento não alienado e, mais importante, conhecimento crítico sobre as situação em sí.

                Uma analogia é uma onda gigante no mar. Você está parado no mar, com água até a cintura, e observa de longe uma enorme onda se formando. Pois bem, você pode decidir mergulhar por baixo dela, e para isso deve saber que terá que ter folego para conseguir emergir após sua passagem. Se tiver fôlego, vá em frente. Você pode decidir ficar ali, e esperar ela passar, mas deve ter consciência de que ela poderá trazer objetos que vão te atingir, ou simplesmente ela pode ter dar um belo caldo! Se você acha que essa opção é mais viável, e aguentar o tranco, fica lá! Pode acontecer se você resolver correr para trás, mas terá que ter em mente que a água te puxa para trás e que você deverá desenvolver um ritmo enorme para conseguir se afastar. Se tiver físico, e coragem para enfrentar o desgaste e a possibilidade de não conseguir e ainda ser atingido por trás… bom, aí cooooorre, num pensa muito não.

                Para cada decisão, sempre haverá uma consequência, é a lei natural das coisas, ação e reação. O que a pessoa precisa sempre se lembrar é que enquanto ela decide, o mar avança!

                Esse fato é o tempo. O tempo é implacável e certas decisões, sejam elas erradas ou certas, dependem do tempo para relativizar.

                Não existe o certo e o errado, existe o melhor. Uma pessoa que decide viver uma vida segura, sem riscos, sem problemas, sem adversidades, dúvidas e etc, não estará vivendo, e sim, se permite me dizer, dormindo. Ela vai acumular anseios, e vai chegar em um ponto da sua vida onde ela terá rancor das próprias escolhas. Mas, essa é a decisão. E penso que as pessoas que assim escolhem, tem consciência do que terão que enfrentar.

                Já a pessoa que decide correr seus riscos, também passa pelas mesmas implicações, pois suas decisões podem ser acertadas ou errôneas. Ela pode se arrepender ou simplesmente viver do jeito que escolheu. Pode estar acordada e sofrendo ou não.

                O que importa é que quanto mais cedo as pessoas se prepararem para as consequências, refletir sobre elas e ter em mente suas limitações, mais cedo elas aprenderão a decidir melhor.

                O que não pode é tomar a decisão quando a onda está em cima. Nos dois casos, tanto a pessoa que decide seguir a opção que acha mais segura, quanto a que acha conveniente arriscar, o ideal é não demorar muito para tomar a decisão, pois quanto mais perto a onda chega, menos racionalidade e menos reflexão existirá em torno da decisão, pois ela vai sendo abalada pelo tempo.

                São grandezas inversamente proporcionais:

Vida = decisão X tempo

                A única constante no caso é a vida. Quanto mais tempo se demorar para tomar uma posição perante a vida, menos capacidade de decisão a pessoa terá, porém, quando se toma em menos tempo essa decisão, o tempo é maior para aguentar as consequências. O equilíbrio disso só se dá quando a gente aprende que o mar… o mar sempre avança, mesmo quando parece recuar, pois ele recua para voltar com mais força.

Abraço