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So long, my friend

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Despedidas sempre tiveram um grande poder de influência no meu humor.
Ainda tenho na memória os dias que levava minha mãe na rodoviária por conta do trabalho, esperava ela subir no onibus e a observava partindo. Em quase todas ocasiões me perguntava se haveria uma melhor maneira de se despedir, pois me parecia que sempre ficava algo por dizer.

Eu não sou de chorar, mas despedidas me comovem e hoje eu me despedi de um amigo que vai mudar de cidade. Fechamos um ciclo para começarmos outro.
Sei que faltará algo nos meus dias afinal a distância impossibilita aquelas visitas rápidas e as conversas semanais jogadas foras numa mesa de bar.

Mas eu sei que a vida tem dessas coisas. O tempo passa, a gente cresce e os desafios ficam mais complicados e em certos casos, mais distantes.
Agora é olhar para frente e ver o que o futuro nos trará.

Lhe desejo o melhor e já faço planos para o dia em que irei visitá-lo.
Bons momentos me vêm a memória e sorrio com a certeza de que você vai levando ao menos um pouco mim.
Porque muito de você está aqui comigo.

Beijo do gordo


Amor, espetáculo e cultura…

O amor é cultural? O comportamento diante dele é algo que aprendemos?

Questões como essas não são tão claras quando nos encantamos por alguém, e ainda mais quando olhamos para o dia a dia a “rotidiana” (rotina cotidiana), uma palavra que soa tão chato como o som que ela produz. O dia a dia pode parecer um tédio para os que querem a vida sempre com novidades. Isso é uma redundância enorme.

Imagine você, homem, chegando do trabalho todo cansado, e sabe que sua mulher também chegou do mesmo jeito. O sexo, o carinho, a conversa são formas de aliviar toda a tensão física e psicológica travada no dia a dia. Você chega em casa, e encontra dia após dia uma pessoa que sempre é a mesma. Isso é ruim?

Eu posso te garantir que não, pois pense que essa pessoa do dia após dia, é aquela que te conhece, que sabe quem você é, que conhece seus defeitos, suas qualidades, e até mesmo o que  fazer para te deixar mais…. calmo.

O mesmo digo as mulheres, que encontram seu parceiro e acham que ele trará grandes novidades. É até bom que ele não seja tão “novidativo” assim, pois isso traria sérios problemas ao casal. Mas vocês, e nós, nos entendemos muito bem quando lutamos pelos mesmos direitos. Ou seja, do mesmo jeito que o homem quer carinho, vocês também querem. Desse mesmo jeito, quando vocês querem ouvidos, eles também.

Por isso, a partir e agora neste post, não mais diferenciarei homens e mulheres, e direi pessoas!

As pessoas precisam de coisas e também sabem dar outras. E é isso que devemos nos focar. De onde vem isso? Aprendemos a amar? Sabemos  como nos portar diante de cada situação? A arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Eu não sei bem a resposta, mas já tive a oportunidade de construir uma bela cena de amor para um amor meu, uma cena da qual jamais poderiamos, ambos, esquecer. Essa atitude, foi planejada, pensada, alimentada com carinho e com respeito. Não aquela coisa de esconder do outro, até o momento de ver se ele ou ela dá valor. A questão é: Mostre-se e deixe que a pessoa perceba o que perdeu, perderá ou nunca terá se não aproveitar as chances que o dia a dia nos proporciona.

A questão não é relevar erros ou acertos, a questão é fazer o espetáculo e deixar com que o público decida entre aplaudir ou simplesmente vaiar.

Quem teve a oportunidade de assistir a esse filme, pode perceber que o personagem interpretado por Adam Sandler, simplesmente não sabia o que fazer, e bolou uma idéia. Ele poderia simplesmente ter ficado puto com a mina por ela não lembrar dele, mas ele se importou apenas com o sentimento que ele teve e que ele imaginou que ela teve.

A grande sacada é a luta, é o trabalho, é o esforço, errando, acertando e corrigindo e errando, e arriscando. São verbos e não substantivos como: cobrança, valor (em o valor), e etc. É como um autor que escreve um livro nas páginas em branco sem cobrar delas respostas, acontecimentos ou qualquer coisa que seja, ele simplesmente se inspira e escreve. Se forem dois autores, cada um segue do jeito que quer, mas sempre respeitando a história criada pelo anterior. Mas respeito não significa em concordar, e sim em dialogar.

Quando a emoção e a razão dialogam temos a sabedoria… quando elas brigam temos o impulso.

Amor galera… paz… humildade…

Abraço a todos.


Simulado em três tempos!

Um dia de cada vez, um dia da caça o outro do caçador, coleção de valores…

Três pensamentos que permeam momentos dificeis. Há quem ache que isso é muito exagero e sentimentalismo, mas provavelmente esse alguém nunca esteve sozinho de verdade. Quando você olha em volta e só consegue ver que mesmo por pouco tempo, você está sozinho.

Como se sentir seguro, se o valor de todo seu esforço até aqui é colocado em cheque, em dúvida, a prova? Este post em três tempos, tem como intenção pensar sobre e não responder.

A espera é sábia e burra ao mesmo tempo. Ela consegue amenizar dores, mostrar o que é certo e o que é errado relativo a um tempo específico, mas ela comete um erro cruel para com quem sempre soube que não é preciso esperar para por acima de tudo o amor pelo outro. Isso se chama respeito. Em um livro lançado recentemente pela Textual Produção Editorial, “Feliz de outro jeito” o jornalista Carmo Chagas conta a odisséia de sua mulher que por causa de uma complicação cardíaca teve de amputar os pés, a alusão ao companheirismo mesmo em horas dificeis me fez refletir muito sobre o rumo que cada ser dá a sua trajetória, se apegando a coisas tão menores e que por isso mesmo não podem julgar os outros que fazem o mesmo.

O trabalho em primeiro lugar, e os compromissos do mundo capitalista estragaram nossa capacidade de apreciar. Hoje temos pressa de… de…. enfim, concluo que as pessoas tem pressa de morrer. Que sejamos iluminados e tenhamos pressa para viver com calma a nossa vida.

É com um abraço que as vezes esperamos ser recebidos, quando simplesmente não queremos explicar nada e nem nos desculpar por as  vezes lembrarmos que somos seres humanos, que temos dor, e que erramos e caímos, mas ainda assim, vimos naqueles braços fechados, um lugar onde esperávamos encontrar amor.

Um abraço…

“Se uma pessoa não sabe estar ao seu lado nos momentos dificeis, porém não tão grandiosos, ela poderá não dar conta de estar ao seu lado quando os momentos dificeis forem mais complicados ainda. Esses momentos pequenos e dificeis são portanto um simulado do que a vida nos desafiará!”

 


Ahhh como amar é gostoso…

Minha Vida

Rita Lee

Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os
caminhos
O destino que eu mudei…

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo
traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais…

Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro
namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que
um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De
você me lembro mais…

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço
jamais…

Pessoas, lugares, encontros e desencontros…

A vida é cheia desses mas ela tem um fim. A visão e a certeza do fim dão um sabor todo especial a cada dia.

Se não der hoje? Ah vou imaginar que tivesse dado, mas tenta fazer um esforço para viver mais um minuto ao meu lado, estar, e me deixar estar ao seu também. Amigos, amores, família com todos os erros, descontentamentos e contentamentos como em um jogo de pontos, tudo isso faz parte de um delicado relicário de memórias.

Ao final, é só o que resta.

Ficar preso ao passado, significa que não respeitamos nossa vida presente, pois ela pede urgência, ela grita e pula na nossa frente dizendo: Acalma-te e sigas…

Mas não pare…

Eu acredito nas inúmeras faces do amor, na veracidade daquele amor que se dá e se recebe mas não estou isento de erros, ilusões e muito menos soube amar a todo mundo que um dia eu disse amava ou que ainda digo.

Mas meus erros já me punem por sí só, estão gravados na minha memória.

Assim imagino que muitas pessoas devem sentir o mesmo e por isso, é que compartilho esse pequeno pensamento mas tão importante que me fez ver lados novos… foi por dar chance a vida e a mim mesmo, é que pude andar, caminhar e continuar pois…

No caminho tinham flores… flores tinham, no caminho…

Sentado um dia estaremos… eu, meus amigos, família, enfim… todos os amores de minha vida e nesse dia, ali bem no centro uma fogueira queima (embora eu desejo que seja artificil para não contribuir para o aquecimento global rsrs) e nos acompanhando, além dos que já foram, os que virão e elas…

Nossas memórias…

Abraço.


Basta…

Basta…

Um olhar para se apaixonar…

Um aperto de mão para iniciar uma amizade…

Um segredo para  formar um elo…

Um pedido de desculpas para tentar…

Um sim para acontecer…

Um não para adiar…

Um abraço para apoiar…

Uma lágrima para expressar…

Uma derrota para recomeçar…

Uma vitória para lembrar…

Uma semente para florescer…

Uma vida para amar…

Tantas coisas bastam, detalhes que de tão pequenos passam desapercebidos. Não fale ou faça o que não poderá sustentar amanhã, porque hoje a noite…

Basta dizer uma palavra para que eu não durma…

Se disser adeus ou pra sempre… sustente

Só não deixe que tudo isso baste em vão.

 


Felicidade é que nem cheque especial

Ouço falar que a vida é frágil, que a felicidade é curta, que o amor é um cristal e tantas outras coisas do tipo que me pus a pensar sobre o assunto.

Eu discordo plenamente de tudo isso. Para mim, a felicidade é como cheque especial, depois que você entra você nunca mais consegue sair, nunca mesmo pois por mais que você consiga em algum mês ficar no azul, logo você volta a se aproximar do zero e cai pra baixo dele. O motivo é bem simples: Felicidade vicia, e crédito do cheque especial, aquele limite tão salvador, também.

Felicidade é uma dívida que temos com a própria vida. Gostamos tanto dela que as vezes nos sentimos culpados por isso. Quando eu ganho um presente, fico tão entusiasmado, tão feliz que já quero abrir logo, usar e usar…

É que nem trocar de carro, assim que o carro chega, nós lavamos, cuidamos dos detalhes, enceramos e etc., se tiver que ir a padaria há um quarteirão eu logo falo: Demoro, vou tirar o carro!

Isso é tão natural e por isso mesmo não entendo por que as pessoas escondem ou tentem disfarçar seu ânimo. Entusiasmo, como tudo no mundo, não pode ser exagerado, mas isso não significa não tê-lo.

A analogia com cheque especial não é a favor do cheque especial, mas é o mesmo sentimento: Quase todo mundo tem, quem não tem, rala para não precisar pois consegue viver com o que tem, assim como faz com a felicidade, mas quando quem tem precisa ele é o salvador. Nos sentimos culpados, mas mesmo assim usamos. Ele resolve nosso problema do agora e nos cobra juros por isso, e quem disse que a felicidade não cobra os juros?

Parece que temos medo de ser feliz, medo de expressar quem somos e por que somos. A felicidade atrai felicidade, e contrário aos do cheque especial, esses juros a gente aceita, mas sempre com o pé atrás.

A confiança, por exemplo, ninguém vive sem ela, mas é importante ter cuidado com ela e não desconfiar de tudo e de todos. Isso não pode ser feito com ingenuidade, simplesmente dar confiança é uma arte que exige cuidados, mas que quando fica pronta, nos deixa satisfeitos.

O amor é a mesma coisa. Quando alguém me diz que o amor é algo delicado, frágil, eu logo digo que então não é amor, pois amor mesmo, que nem aquele de mãe, de amigos, de namorados que se amam fortemente, enfim, todos esses que sempre conhecemos alguns exemplos, não desiste, não se quebra facilmente, pelo contrário, precisa-se de muito para conseguir romper.

E a vida então? Tem gente que acredita tanto nela, que gosta tanto nela que até morre, mais ou demora ou precisa ser uma tragédia para que a vida se vá.

Plantas nascendo no asfalto, animais que aguentam uma sobrecarga imensa de trabalho, seres humanos que sofrem das mais diversas adversidades e estão aí.

Que a vida, em determinados momentos está entre continuar ou cessar eu não duvido, mas preste atenção na frase novamente: Que a vida, em determinados momentos…

Acabo meu post dizendo que essa não é uma mensagem de autoajuda. Pelo contrário, é uma mensagem de quem tem algo na vida para dizer, e de quem tem por muitas vezes esqueceu e viu alguns próximos esquecerem também, que a vida é a corda forte, o cabo de aço e a tristeza é só um fiapo de cabelo caído no terno, o qual a gente deve eliminar com uma escovinha e cair no mundo.

Abraço


Aos que se foram, adeus.

Assim agente vai levando, seguindo em frente sem olhar pra trás.

Como diz aquela música dos Los Hermanos – se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.
Foi o que escolhi, seguir em frente abraçando as minhas decisões.
Mas as vezes me impressiona a superficialidade das relações e como somos substituídos com facilidade.
Será mais uma vez culpa da cultura Fast-food? Substituímos as pessoas como trocamos de números do cardápio do Mc Donalds? – Me vê ai um melhor amigo e uma noiva, para viagem!!

Não estou me referindo apenas a relacionamentos amorosos, mas tudo. Vejo pessoas que foram melhores amigos de uma vida e hoje nem se olham nos olhos, se tratam com toda educação do mundo mas com uma frieza que congela. Onde foram os sorrisos? Onde foram as boas memórias? As confissões compartilhadas?
Eu não posso e nem quero julgar ninguém, acredito que cada um saiba o que é melhor pra si, mas posso falar por mim e a conclusão que eu chego é essa: infelizmente, nem sempre é amor, infelizmente nem sempre é amizade, talvez a gente se confunda, talvez a gente minta.

Não acredito jamais no que me dizem olhando nos olhos, acredito no que vejo, principalmente quando fico muito tempo longe de alguém.
Já aconteceu de você ficar meses sem falar com um amigo e quando o encontra novamente, conversam como se tivessem se visto no dia anterior? É disso que estou falando. Nessas relações eu confio.

Agora o resto? O resto é calor do momento, são palavras mal pensadas, clixês  ou expectativas interiores que não devem ser levadas em consideração.
Quem o fizer é muito burro e você sabe o que burro tem que fazer muito mais do que  todo mundo não é?
Tem mais é que se fuder.

Palavras  são só palavras, não valem absolutamente nada e na maioria das vezes se perdem ao vento.

Beijo do gordo.


Mãe…Pai… me ensina o que é amar?

Mãe? Queria saber o que é o amor… Perguntei ao papai e ele disse pra eu perguntar a você.

Mas mãe, se eu sou novo para entender, por que você me diz isso todo dia? 

Pra eu entender o que me diz, preciso conhecer isso, não?

Você acha que eu não posso entender? Pode ser por eu não ser como os outros?

Mãe? Pai? Por que vocês não me tratam como um ser humano que embora pequeno, vai crescer?

Eu não queria aprender o amor que o mundo me ensina. Na televisão outro dia, um jovem matou o outro por causa da namorada, ele ama ela? O outro amava ela? É isso que é amar então?

Já ouvi falar maravilhas desse amor, mas por que as pessoas choram? Por que dizem que estão sofrendo por amor?

Mãe, eu preciso de amor? Eu não acho que vocês se amam… Não do jeito que vejo na TV. Não do jeito que vejo casais jovens pela rua.

Por que vocês ficaram quietos? Vivem me dizendo que um dia eu vou aprender, que um dia eu vou entender, mas eu existo agora tá… assim só pra saber, não é que eu seja um psicólogo para já entender de sociedade, mas bem que eu queria estar preparado para entrar na vida.

As vezes você corre para a casa da sua mãe, mãe… por quê? Será que ela não te preparou direito para conhecer a vida?

A gente ama pra viver ou vive para amar? Será que se vocês me falassem, eu me tornaria uma pessoa menos insegura, mais ativa, com atitude? Pode ser né?

Mas que recusa é essa de explicar… vocês não sabem? O jeito é sair por aí perguntando, pesquisando. Só não me culpem depois, aprender o que é amor fora de casa, na rua, no cinema, com pessoas que talvez me ensinem da forma errada. Eu quase implorei para saber o que era amor.

Todos os dias, milhares de crianças imploram para saber o que é isso, e recebem de bala perdida, queimaduras, latões de lixo, prego no olho, empurrões, deslocamentos de ossos, fraturas, são humilhadas e estupradas… As poucas que recebem o contrário de tudo isso, crescem pessoas magnificas, por saberem o que é o amor, amam, por saberem como amar, amam, por saber de onde vem e para onde vai o amor… sonham.

Ninguém detem a verdade absoluta do que fazer ou o que pensar, mas só se consegue formular um pensamento se existe a base. A base sendo a familia, o amor, o carinho… com certeza essas verdades serão bem sólidas e úteis.

Lançar as perguntas para o alto e indagar Deus pelos problemas do mundo, recorrer a ele ou a instituição toda sempre que a coisa pega feia é uma das coisas que mais fazem esses pais… “Onde foi que eu errei meu Deus!!”… e Deus responde, sempre…

Nos deu olhos para contemplar

Nos deu coração para sentir

Nos deu boca para sorrir

Nos deu pernas para aproximar

 

Nos deu a natureza para ensinar

Nos deu a vida para sonhar

 

Nos deu braços e abraços…

 

Ele não deu amor, nos guiou

Para que com todos esses recursos

Pudéssemos construir o amor

 

Mãe, Pai… acho que alguém esqueceu

De concluir essa obra

De deixar todo mundo entrar

De abrir as portas e janelas

De pintar e decorar

 

Roubaram nossas ferramentas

Assim como roubaram

A união, a compaixão, a paciência,

A inocência, a brincadeira, o agradecimento

 

Mãe, Pai… o mundo não está louco

O mundo só está com muros demais

Fechaduras demais, jardins de menos

Não conhecemos nossos vizinhos

 

Mãe, Pai… acho que vou brincar aqui dentro mesmo.

Bom trabalho para vocês.