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Joguinhos Vs Sedução

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Um dia estava discutindo com uma amiga sobre a atitude que as pessoas tomam quando estão afim de alguém ou quando sabem que alguém está afim dela. No meio da conversa ela soltou uma frase que me fez querer escrever esse texto, era mais ou menos assim: “Ah, mas as meninas mudam mesmo a forma de tratar um cara quando descobre que ele está afim, algumas vão tratar com indiferença, outras mesmo que interessadas farão joguinhos, é normal.”

Me peguei refletindo qual a real necessidade de tudo isso… porque na boa? Para mim, isso é coisa de colegial. Dar todos os sinais que está interessada e depois que você chama para sair muda totalmente de postura? Ah não dá….

Entendam bem, não estou falando de joguinhos de sedução, troca de olhares, mimos…. mas sim aquelas coisas infantis…Sabe?
Ficar de #mimimi, fazendo gracinha, indiretas nas redes sociais para causar ciúmes, não conversar direito, respostas monossílabas, ignorar sem propósito…..quando me deparo com uma menininha nesse nível (afinal mulher de verdade não age assim) eu chego a duas conclusões:

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Ou esse é o jeito dela de se fazer de difícil (e mostrar que é infantil e não sabe muito bem o que quer da vida) ou pior ainda, não está interessada mas quer alguém ali para massagear o seu pequenino ego. Não sei qual das opções é pior.

Estou usando meus exemplos, mas sei que tem muito marmanjo que também faz isso… quem disse aquela maldita frase “tudo que é mais difícil é mais gostoso” com certeza não passou por isso.

Eu não entendo o por que de toda essa história mas acredito que a culpa é um pouco de todos nós, porque aturamos gente assim por medo de ficarmos sozinhos, por tesão ou por carência, sei lá! Se ao primeiro sinal de #mimimi a gente já mandasse um belo foda-se e partisse para outra, a vida seria muito mais fácil. Ultimamente ando colocando isso em prática e olha, nunca me senti melhor ;D

Conversando com outra amiga, ela me disse que isso pode ser insegurança também. Tudo bem, eu até entendo isso, mas ser inseguro não te dá o direito de tratar mau as pessoas certo? Afinal educação vem de berço.

Ao meu ver é mais fácil sempre mandar a real, suas verdadeiras intenções e pensamentos (sinceridade sempre). Tudo que é combinado não sai caro! Ninguém se machuca e todo mundo economiza tempo.

Se só tá afim de pegação, deixar isso claro, que não quer se envolver, que só quer curtir.

Se está disposto a algo mais sério, virar e dizer: Olha, eu conseguiria viver sem você e você sem mim, mas eu morro de curiosidade de saber como seria vivermos juntos, um completando a vida do outro. Sei também que em alguma hora, eu ou você , ou até os dois vão ficar malucos e iremos querer pular fora, mas se eu não te pedir AGORA para ser minha, sei que me arrependerei.
Não faço idéia onde tudo isso vai dar, mas quero muito descobrir. Vamos?

joguinhos sedução nao pense happy coupple casal felizEu sei que quando o assunto é relacionamento, não existe fórmulas prontas mas a sinceridade ajuda muito, seja qual for sua intenção com a outra pessoa.

Eu quero alguém que me ganhe nos detalhes. E que eu também a conquiste assim.
Nos conhecendo aos poucos, tanto nossas qualidades quanto nossos defeitos.
Mas como proceder com alguém que vive de joguinhos? Como saber qual é a atitude verdadeira e quais são as fórmulas prontas?

Seria como ter alguém pela metade… e vocês sabem né? De metade ninguém vive.

Beijo do gordo

Ps: Segue a baixo dois videos que ilustram um pouco o que eu estou dizendo.

Ps2: Só eu acho a menina do Casal Sem Vergonha simplesmente maravilhosa?rs


Estágio na loucura

Há tempos venho me perguntando sobre o real e a criação. Ao olhar para meus amigos bebendo e sorrindo nesses dias tão belos e tão sombrios, percebo que cada uma das mentes cria ou interpreta esse momento à sua loucura.

O conjunto de individualismos é tamanho que José Saramago em o “Ensaio sobre a Cegueira”, de 1995, traz uma visão (curioso né?) sobre as várias formas de obediência e de interpretação que temos sobre o mundo, cada qual a sua maneira.

É sobre essa visão que temo que Erasmo de Roterdã em o “Elogio da Loucura” (séc XVI) confirme nossa loucura e elogie, de forma misteriosa, os Deuses de nossa civilização. Obras escritas em tempos diferentes, porém que me trazem uma intersecção muito idiossincrática a respeito do comportamento  humano perante as situações que incluem das mais simples representações até as mais complexas e tristes do mundo.

O mundo repartido em tantos mundos, em tantas dimensões que é praticamente impossível  uni-los sobre uma única égide de amor e de esperança.

Os loucos criam mundos dentro desse mundo, são pois submundos?

E o encontro de vários loucos? É o encontro de vários submundos?

É o liberalismo de Voltaire ou de John Locke que permeia o encontro desses submundos? Não o econômico, mas sim o de indivíduo, e que revolucionário pensaria em dar tamanha liberdade ao indivíduo em um mundo onde o que se impera é o poder (leia-se manipulação) em constante crescimento?

O texto assim como seu autor, passa todos os dias pelo estágio mais importante na vida dos seres humanos “civilizados”, o estágio na loucura, onde se vê e se aprende que todos os individualismos só são entendidos quando se estuda muito sobre todos os conjuntos de ações praticados por esse “grande grupo” de conjuntos.

Em uma noite regada a vinhos e pensamentos, um diálogo com Freire, ou a observação simples das “imagens” de Boltanski fariam desta noite a mais bela e mais louca de minha  vida. Não resolveríamos nada, mas com certeza um cálice de Foucault me faria rever tudo, e chegar a conclusão do nada.

Para aqueles que querem entender sua própria loucura, eu recomendo a leitura de grandes obras desses que foram em alguns momentos, questionadores de seus próprios pensamentos.

Abraço e bom estágio.


Resiliência e Atitude

Este post é antes de tudo, uma experiência.

Experiência essa que não tem imagem e sim apenas poucas palavras mas que me foram úteis.

Sempre me preocupei com o tempo, com as pessoas, com ser, construir e não fui percebendo o quanto eu deixava de aproveitar o que eu tinha a minha volta. É quase uma história repetida, eu sabia mas não levava a sério. Procurava alguém para culpar e no fim o culpado era eu mesmo.

Mas lamentar não é o melhor remédio, e nem é a melhor saída. Pelo contrário. Fazer diferente, lidar, encarar o sentimento e o problema de frente é a melhor solução. Estamos expostos aos riscos, assim como estamos expostos aos bônus de nos arriscarmos.

A capacidade de resiliência, que foi destaque e ainda é sempre nas terapias de casal, terapias individuais ou em grupo, é o principal adjetivo que pretendo misturar aos meus advérbios e formar meu sujeito, sempre desigual, sempre diferente. Igual ao hoje, e diferente do ontem e do amanhã.

Viva e dê a volta por cima! =)

Abraço