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A Internet pode ficar coxa

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A meu ver, a censura sempre fui usada de alguma maneira ao longo dos séculos, desde quando começamos datar a história do homem nesse mundo. Foce com a força física ou não, ela sempre esteve lá, defendendo interesse de poucos.

Não vou dizer que sou ingênuo a ponto de acreditar que a internet é livre de censura, mas acredito que se existe algo que esteve mais perto de uma liberdade e contribuição plena, em escalda mundial, é ela. Pelo menos por enquanto.

Está transitando nos senado americano dois projetos de lei que acabarão com a nossa liberdade de surfar na internet como bem queremos, as chamadas Stop Online Piracy Act e Protect IP Act.

Apelidados de SOPA e PIPA, os projetos permitirão que empresas que encontrarem sites que estejam violando seus direitos autorais possam simplesmente suspende-lo, sem conversa, sem negociação, nada! Não importa se for um link errado, ou um comentário de algum usuário com link que inflinga os direitos, o site sairá do ar sem sequer precisar de uma ordem judicial.

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Ou seja, todos os servidores terão que ficar de olho em qualquer movimento na internet, seja uma busca no google, algum comentário nas Redes Sociais, Fóruns, todos os cantos dessa imensidão on-line serão varridos a procura de materiais que inflijam qualquer lei autoral!

O nome para isso? Censura! Para vocês terem uma idéia, os métodos descritos nos projetos são os mesmos utilizados em países como China e Irã.

Talvez você esteja pensando “Mas é nos USA, o que eu tenho a ver com isso?” – Os Estados Unidos possuem grande parte dos serviços que usamos (Servidores, sistemas de buscas, emails, redes sociais, upload de arquivos em nuvens) então seremos atingidos de qualquer maneira.
Ainda penso que isso vai abrir oportunidade de outros países criarem leis parecidas, afinal, se em um país como os USA que possuem uma população muito mais participante no governo está ocorrendo algo assim, imagina aqui no Brasil que os políticos deitam e rolam?

Não… Não…. Temos que fazer o que está em nossas mãos para que essas leis nunca sejam aprovadas!

Os dois mais poderosos da internet, Facebook e Google já expressaram serem contra esses projetos e disseram quer irão fechar seus serviços por algum tempo caso sejam realmente aprovados. Já pensou ficar sem poder pesquisar algo no Google? Muita gente vai pirar, inclusive eu! Twitter, Ebay, Amazon, Mozilla e a Wikipedia também seguiram o mesmo caminho.

Os serviços não desapareceriam, mas teriam que ser amplamente vigiados, até nós teríamos que pensar duas vezes antes de compartilhar qualquer coisa, pois mesmo que o erro fosse mínimo, já seria o suficiente para qualquer empresa nos processar.

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Nos dias de hoje que todo mundo quer compartilhar informações, momentos felizes, imagens, videos….. essa lei vai de encontro a tudo isso! Nos fará retornar aos tempos de internet discada praticamente!

O pior de tudo é que pelo o que eu li,  os responsáveis por votarem nessas leis mal usam a internet, não conseguem entender qual será a real influencia do SOPA e IPA e estão sendo levados apenas pela opinião das empresas que se beneficiaram com elas (basicamente produtoras de filmes, música e jogos). Em discussões públicas, os políticos não conseguiram esclarecer exatamente o que são essas leis e por que são necessárias.

Tudo será decidido no dia 24 de janeiro então temos poucos dias para levantar a nossa voz! Assine a petição on-line e divulgue esse texto para o maior número de pessoas possíveis! Precisamos chegar a um milhão e meio de assinaturas, boa-sorte a todos nós!

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Segue um vídeo traduzido que esclarece muito mais sobre o IPA:

Agora sobre o PIPA:


Pense! Ou seja apenas mais um.

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Pare e pense: Você busca na sua vida sempre coisas diferentes? Livros para ler? Lugares para se conhecer? Assuntos para conversar e discutir com amigos? Novas idéias? Novos conceitos?
Em outras palavras, você enriquece sua vida com conteúdos interessantes ou divertidos e assim torna-a melhor?

Então por que não fazer isso com o bem comum mais difundido da atualidade: a internet?

A Agência de propaganda Social Republic lançou na semana passada uma campanha muito bem humorada e fundamentada sobre a qualidade da internet de hoje e é uma discussão super valida! Como disse no meu ultimo texto:

“Cada um faz com seu tempo na internet o que achar melhor, mas sinceramente, sei que têm coisas muito mais importantes acontecendo nesse exato momento.Assuntos com mais urgência ou conteúdos. Agora mesmo enquanto você lê esse texto, ideias novas e que realmente vão mudar o mundo estão sendo concebidas por pessoas que estão indo um pouco mais além.”

Por isso essa campanha foi tão relevante, pois nos desafia pensar no que estamos fazendo e no que podemos fazer para melhorar a rede mundial de computadores. Por isso eu super apoio, assista o video abaixo e divirta-se!
Participe também da promoção, você pode ganhar um IPOD novinho!

Viva a criatividade! Viva a interação!

 Beijo do Gordo


Lula, Brasil e Internet

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O Bruno já escreveu sobre esse assunto aqui, mas achei necessário expressar minha opinião sobre o mesmo e mais algumas outras coisas que passam na minha cabeça. Como todo mundo já sabe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está combatendo com quimioterapia, um câncer na laringe. Essa notícia gerou uma série de manifestações polêmicas, a principal delas é sobre a ideia de ele ter a obrigação de se tratar pelo SUS.

Explico: Pelos últimos 8 anos, Lula sempre defendeu o SUS, falando bem do Sistema Único de Saúde pra quem quisesse ouvir (exemplo no vídeo abaixo), dizendo que quando encontrasse o Obama sugeriria o programa ao mesmo (piadinha?) de tão “universal e de qualidade” que ele é… até parece!

Fato inegável é que Lula enriqueceu nesses anos como presidente, então ele tem bastante dinheiro, certo? Por isso vai pagar pelo MELHOR tratamento, simples assim! Você não faria o mesmo? Tá certo que se levarmos ao pé da letra tudo o que ele disse, se tratar em clínica particular é uma puta hipocrisia. Mas a meu ver, Lula só provou que realmente é um político e como tal, não fala o que pensa e sim o que é conveniente para o momento (infelizmente, a grande maioria é assim), até aí alguma novidade pra alguém?

Eu comecei a usar o Facebook alguns anos antes do boom de agora, então pude acompanhar de perto as várias fases que essa rede passou no sentido de interação entre as pessoas. Até chegarmos ao momento que eu gosto de chamar de “festa lotada” que estamos vivendo hoje. Muitos falando bobagens e sendo ouvidos e poucos com ideias interessantes, e sem muita voz. Falando mais sério, percebo que hoje, muito tempo é perdido com discussões idiotas que não acrescentarão nada na vida de alguém. Os últimos exemplos que me vêm à cabeça é esse do Lula e do Rafinha Bastos… Mas não quero nem perder meu tempo falando sobre isso.

rafinha bastos polemica piadinha discussão idiota

Cada um faz com seu tempo o que achar melhor, mas sinceramente, sei que têm coisas muito mais importantes acontecendo nesse exato momento. Assuntos com mais urgência ou conteúdos. Agora mesmo enquanto você lê esse texto, ideias novas e que realmente vão mudar o mundo estão sendo concebidas por pessoas que estão indo um pouco mais além.

Não vou entrar aqui em termos duvidosos como Orkutização, ou Brasilisação por que fazer isso seria aceitar que na internet existem diferenciações, o que não acredito em hipótese nenhuma. Na internet somos todos iguais, somos INTERNAUTAS em busca de notícias verdadeiras, conteúdo, entretenimento de qualidade e discussões realmente relevantes (bom, pelo menos a maioria…).

Pra quem não sabe o Brasil é vencedor em muitas categorias quando o assunto é internet. Somos o quinto país com maior numero de usuários e no último ano tivemos um crescimento de 20% em audiência na internet (maior que a média da América Latina!).

gráfico internet brasil

Isso prova que temos muita voz nesta vasta terra digital, por isso mesmo temos a obrigação de oferecer ao mundo coisas realmente interessantes! Então fica aqui meu pensamento positivo para que cada um de nós faça a sua parte para contribuir com uma internet cada vez melhor!

Beijo do gordo!


A “TV” nos tirou…Peguemos de volta!

Em uma tarde muito gostosa, dentre tantas outras, conversando com minha avó, descobri mais coisas sobre o passado tanto da minha família quanto das famílias em geral.

Finais de tarde com pessoas reunidas nos alpendres, calçadas, varandas, festas juninas onde o pai de meu avô fazia o quentão e experimentava a cada porção servida rsrs. Ele abraçava a arvore para se manter de pé.

Dizer que isso é melhor do que temos hoje é estar fora do contexto, mas a precisão de detalhes da personalidade de cada um dos meus antepassados, a riqueza e humor das diversas histórias contadas pela minha avó me levou à vários questionamentos.

As “malandragens” eram roubar frutas de algum pé e não conseguir descer da árvore, fugir de boi nervoso por ser cutucado, derramar doce enquanto a matriarca fazia a receita e por aí vai.

Evoluímos é claro, hoje os tempos são outros, mas perdemos coisas muito valiosas, por quê?

Tudo era motivo para parar e puxar uma boa proza, parar na casa do vizinho, reunir a família para um café, chá, um bolo; hoje, na maioria dos casos, o máximo que conseguimos é:

-Oi tudo bem?

-Oi tudo bem e você?

– Nossa preciso ir, a gente se vê! Tchau!

– Tch…

Não deu tempo de despedir.

Não podemos culpar apenas à televisão, muito menos dizer que era preferível o passado. Mas se pensarmos um pouco, qual o papel da Tv na nossa vida?

Pessoas sentadas vendo televisão, em muitos casos não se comunicam. Tem sempre alguem que diz: Ah mas eu converso com minha mãe ou meu pai, vendo TV. Ótimo que você consegue isso, digamos que você é uma % muito pífel do que seria o ideal.

As famílias foram desmembradas não por causa da Tv, e sim por causa dos valores. Mas quem introduziu e por onde, os valores que temos hoje?

Em algum momento, pessoas muito especiais chegam a conclusão de que algo precisa mudar, e aí vemos revoluções acontecendo. Tenho o prazer de conhecer muita gente que assiste menos de 2 horas de televisão por dia e convive com sua família ou amigos.

O poder de nos autoconhecer também passa pelo conhecimento de onde e com quem convivemos.

Por outro lado, conheço pessoas que não conseguem se desprender da Tv ou de outros meios mais modernos como a internet. Dias atrás eu mesmo comprovei isso comigo.

Das minhas 10h de folga de um domingo, passei quase 6h intercaladas em função da internet, seja conversando, seja vendo e-mails, vendo videos e tudo mais.

O poder de distração da internet é algo fantástico. Mas a internet é mais inteligente, nela você monta sua programação, mas também cai na angústia da renovação.

Por quantas vezes você não ligou o computador, clicou para entrar na internet e ou no msn, não tinha quase ninguém, e as pessoas que estavam on-line se trocaram um “oi td bem e novis?” foi o máximo; as notícias eram as mesmas da manhã, e ai você começa a navegar e chega dar uma pequena dor de cabeça como se estivessemos perdidos.

Este post não tem a intenção de criticar, nem positivamente nem negativamente, embora tenha levantado questões que podem ser encaradas sim como negativas. A intenção principal é refletir um pouco não sobre a internet ou a TV e sim sobre o que estamos deixando de lado.

Se você consegue aproveitar seus momentos de forma que vá lembrar e levar para novas conversas, tardes e memórias daquelas que são boas demais da conta de lembrar… parabéns.

Caso contrário, pense: Quantas conversas com pessoas que a gente nem vê mais só serão lembradas se vermos o “histórico”?. Quanto tempo desse dedicado à… à…. me falta o objeto indireto dessa frase… talvez por ele ser indireto mesmo.

Nada é totalmente ruim e nem totalmente bom, conscientizar-se do uso é importante, mas não deixe acabarem as chances de se aproveitar esses momentos para aí então se conscientizar a respeito do que deixou de lado.

Um abraço, e deixa eu me preparar, estou indo encontrar com os dois outros autores deste blog e amigos muito queridos (Felipe Estevez e André Nery), de um encontro de conversas, histórias e idéias, poderão sair novos temas para discussões bem interessantes!


Odeio muito tudo isso, adolescentes e trollar.

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Acho que ainda é muito cedo pra dizer que já existem gerações totalmente acostumadas com a internet. Acredito que estamos todos nos acostumando com as possibilidades dessa ferramenta e por isso mesmo o uso dela é dividido em fases.

Ao observar certas coisas percebo que estamos numa fase, onda, modinha que seja… de trollagem extrema e intolerância. Principalmente entre os jovens adolescentes que tem mais tempo ocioso pra gastar surfando pela rede.

É interessante perceber que na vida real, a maioria das pessoas não sabem exigir seus direitos, brigar quando vêem algo errado ou simplesmente argumentar quando sua opinião difere com as demais. Mas quando chega na internet e experimentam a “liberdade do anonimato” se sentem no direito de chingar, humilhar e proferir seus preconceitos estúpidos (com altos erros de português) pois sabem que muito provavelmente não sofrerão as conseqüências disso.

Fora isso vivemos em um momento onde tudo é oito ou oitenta. A hipocrisia e o extremismo viraram as palavras de ordem, se você houve rock só existe esse tipo de música e o resto é lixo, se você é de uma certa religião, o SEU Deus vai te salvar e todos os outros devem morrer. Se você é gay, tem que ser gay ao extremo até virar purpurina. Não basta ter um gosto, tem que exaltá-lo ao máximo e rebaixar todo o resto.

Alias, foi até criada uma palavra pra esse tipo de gente, são os “haters” , pessoas que odeiam tudo e a todos. Sei lá… até o termo “trollar” foi levado ao extremo. Para mim, trollar alguém sempre foi zoar pessoas conhecidas de uma maneira saudável e engraçada, todos saem ganhando. Agora parece que trollar virou um termo mais moderno para bullying…

Digo que a maioria é adolescente mas sei que também existem muitos adultos assim. Se você tenta argumentar numa boa com esse ser, ele se sente acuado, e acredite, a resposta que você terá no máximo é um “Foda-se”. Belo argumento não? O que sobra é a preguiça de pensar, falta disposição para ao menos tentar entender os argumentos do outro e respeitá-lo se for contrário ao seu.

A meu ver o mundo vive hoje uma dualidade, dividido entre pessoas que querem impor seus pensamentos e pessoas que lutam pelo livro arbítrio de todos…. e pra mim não existe mais desculpa para vivermos com essa mentalidade retrógada.
Afinal o que você leva daqui quando morre não é seu carro, sua roupa nova, nem seus preconceitos, o que você leva são os sentimentos e momentos que semeou nos outros e isso meus amigos, fica pra sempre.

Beijo do gordo.


Anonymous 1 x Otan 0 – Estamos a ponto de uma evolução?

Essa notícia já não é tão nova, mas resolvi posta-la de qualquer forma pela importância do que está sendo discutido e principalmente o que tudo isso pode acarretar.

No começo do mês a OTAN divulgou uma nota dizendo que os hackerativistas do grupo Anonymouseram uma ameaça para a sociedade e citou como exemplo o ataque a uma empresa de cartão de crédito depois da mesma ter bloqueado doações para o site Wikileaks.O grupo hacker não só respondeu, mas o fez de uma maneira que surpreendeu todo mundo (inclusive o autor desse blog), uma resposta simples, direta e inteligente. Ouve resposta da OTAN? Ainda não (provavelmente nem terá).
Uma evolução está por vir? Onde isso nos levará?

Eu sinceramente não sei dizer… mas algo é certo, o grupo tem o apoio desse blog.
A Resposta: 

Saudações, amigos da Otan. Nós somos a Anonymous (*)

Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.
Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.
Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.
Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…