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Crack e a “Elite dos excluídos” – parte 2

Depois de um post miscigenado com indignação, em linguagem corriqueira, e com o intuito de iniciar e ou continuar algumas reflexões, neste post, gostaria de falar sobre o que tem sido feito.

Em Jacarepaguá, o jornal lançado sob o nome Bom dia Cruzeiro, por alunos do colégio Cruzeiro, trouxe em uma de suas primeiras reportagens, um entrevista com uma mulher, Maria Thereza Aquino.

  • Quem é ela?  Diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao uso de Drogas (Nepad), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

FONTE: TERRA VIDA E SAÚDE

Princípio ativo: O crack é uma mistura de cocaína em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Esta droga se apresenta na forma de pequenas pedras e pode ser até cinco vezes mais potente do que a cocaína. O efeito do crack dura, em média, dez minutos.

Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra. É necessário o auxílio de algum objeto como um cachimbo para consumir a droga, muitos desses feitos artesanalmente com o auxílio de latas, pequenas garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.

Efeitos:Os primeiros efeitos do crack são uma euforia plena que desaparece repentinamente depois de um curto espaço de tempo, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo.

O crack também provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite e conseqüente perda de peso e desnutrição. Com o tempo e uso constante da droga, aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.

Os usuários de crack apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores, paranóia e desconfiança também são causados pela droga. Normalmente, os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados por causa da forma de consumo da substância. Apresentam também problemas no sistema respiratório como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto e sérios danos nos pulmões.

O uso mais contínuo da droga pode causar ataque cardíaco e derrame cerebral graças a um considerável aumento da pressão arterial. Contrações no peito seguidas de convulsões e coma também são causadas pelo consumo excessivo da droga.

Histórico: Ao contrário da maioria das drogas, o crack não tem sua origem ligada a fins medicinais: ele já nasceu como uma droga para alterar o estado mental do usuário.

O crack surgiu da cocaína, feito por traficantes no submundo das favelas e guetos das grandes cidades sendo, portanto, difícil precisar quando e onde realmente ele apareceu pela primeira vez. O nome “crack” vem do barulho que ele faz quando está sendo queimado para ser consumido.

Curiosidade: Existe uma variação do crack que tem um poder alucinógeno ainda maior, trata-se de uma droga chamada Merla. A Merla apareceu pela primeira vez nas favelas do Grande ABC em São Paulo e é feita com sobras do refino da cocaína misturada com querosene e gasolina.

Vemos que por ser um droga relativamente barata e por causar perda de noção de muitas coisas, ela se torna cara demais para sociedade.

Como podemos ler um pouco mais em: Anjos e Guerreiros

Um fotógrafo profissional de 40 anos, depois de passar noites vagando pelas ruas, evitando as pessoas, não resistiu aos apelos do vício e entregou sua câmera Canon de última geração, avaliada em mais de R$ 20 mil, nas mãos de um traficante. Em troca, pediu 30 pedras de crack. Duas meninas, uma de 8 e outra de 12 anos, satisfaziam todos os desejos sexuais de “craqueiros”, em uma praça do Rio, para ter a droga. Embora os efeitos devastadores do crack sejam conhecidos, nem mesmo os especialistas mais experientes possuem uma receita eficaz para tratar os usuários dessa droga. “Calcula-se que hoje pelo menos 1, 2 milhão de pessoas usem crack no Brasil. A maioria jovens. A gente não está falando de usuários de uma droga. A gente está falando de uma geração. Acho que estamos despreparados. Estamos de calças curtas. A gente não sabe como lidar com isso”, reconhece a psiquiatra Maria Thereza Aquino, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que durante 25 anos dirigiu o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad).

Os dramas dos personagens acima foram relatados a profissionais do Nepad, instituição que capacita professores, desenvolve pesquisas e oferece atendimento psicanalítico e terapêutico aos usuários. “Eu, honestamente, de todos os pacientes de crack que atendi, perto de 200, de 2008 a 2010, só recuperei um”, admite a psiquiatra. Quanto ao aumento do número de usuários no Brasil, que já contabilizaria mais de 1 milhão de pessoas, Maria Thereza se refere ao estudo apresentado no início do mês passado pelo psiquiatra Pablo Roig, especialista no tratamento de dependentes da droga, durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados. “O crack tem uma extensão assustadora. Existe uma sensação de descontrole, de perda da situação”, afirma Pedro Lima, da Secretaria municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. “É uma coisa que assusta muito a gente. O problema é que quase ninguém sabe como lidar com isso”, emenda a gerente de projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Suelen da Silva Sales, ao anunciar a formação de 900 policiais (militares, civis e peritos) que vão atuar nas fronteiras do país para evitar a entrada de drogas como cocaína e pasta base usadas na produção do crack. “O crack apresentou nos últimos 5 anos um fato novo em relação aos desafios no campo da saúde. As respostas têm sido heterogêneas, atrapalhadas, precipitadas. É preciso serenidade, pois estamos diante de uma experiência trágica. É uma situação social de extrema gravidade”, alerta o coordenador da área de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. Na semana passada, durante dois dias, um grupo de especialistas, incluindo Pedro Lima, Suelen Sales e Pedro Gabriel, se reuniu na sede da organização não governamental Viva Rio para definir estratégias e formular um documento com orientações de como tratar o problema do crack. As recomendações serão entregue a equipes do Programa de Saúde da Família.

De acordo com os especialistas, de todas as drogas o crack é a mais perversa. Por ser inalada, atinge diretamente o pulmão e o cérebro em cerca de oito segundos. Como o efeito é rápido, o usuário quer consumir cada vez mais, para manter a sensação de prazer constante. Com a frequência, o usuário se torna dependente em menos de cinco vezes de utilização. As últimas pesquisas sobre a droga mostram que em geral 30% dos usuários de crack morrem nos primeiros 5 anos de uso.
“Quem usa crack está sob a ação de uma cocaína quase 80 vezes mais poderosa do que a cocaína comum”, atesta Maria Thereza Aquino.
“O indivíduo algum tempo depois, três meses depois do uso, começa a ter tosse sanguinolenta, o nariz não para de escorrer, começa a decompor a musculatura, fica com uma magreza só comparável à magreza da Aids. Ele fica frágil, o pulmão arrebentado, o cérebro também sofre pequenas hemorragias. Então, o sujeito pode ter um comportamento errático. O que você consegue perceber no usuário de crack é uma espécie de indigência mental e física muito grande”, analisa a psiquiatra. Para ilustrar o estado de um dependente de crack em estágio avançado, Maria Thereza costuma contar o relato de um de seus clientes. “Um paciente meu, universitário de 19 anos, estava namorando uma garota que frequentava com ele redutos de consumo de crack. Ele parou e voltou ao lugar para ver se a convencia – ela era de uma boa família – a parar. O rapaz disse que se viu diante da mais pobre menina de rua que já tinha visto. Era uma moça bonita e que estava em três meses completamente acabada. Essa droga provoca uma degradação humana assustadora”, conclui.
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“Crack” e a Elite dos excluídos – parte 1

O caminho que leva as drogas é conhecido há séculos: Curiosidade, desestruturação familiar, falta de conhecimento e principalmente a SOCIEDADE.

A hipocrisia e ignorância são as principais atrizes de um palco triste de se ter para um espetáculo dramático. Uma, pinta a córnea de uma elite burra (sem generalizar, porém uma grande maioria) com uma tinta guache bem forte e nada transparente, uma bucólica, badalada e desejada vida de consumo e check in para um convívio (patifaria, negociatas, putaria, julgamentos, fofocas e etc) social. E a outra fundamenta a certeza de que somente esses são os civilizados, um povo com a córnea pintada com cores e emblemas que representem a “cultura” ou a “nação”.

A elite a que me refiro, não são as pessoas ricas, classe média e nem intelectuais, me refiro aos que governam e decidem os rumos do nosso país. Eles, infelizmente representam, não a elite, mas o povo.

O povo entregou nas mãos deles o próprio destino. A elite financeira e social, se vale de uma herança, conhecimento e senso de oportunidade para não acabar como o povo; Nas mãos da elite que manda.

O exemplo disso? Basta se lembrar de quando uma  cidadã foi presa porque roubou um pote de manteiga e pão, e olha que eu nem preciso dar tantas referências, pois isso não aconteceu uma vez só, e também não será a última. Agora veja que curioso, essa cidadã foi parar na penitenciária sob custódia da defensoria pública, amargou meses e …. Bom, eu não sei o que aconteceu com ela, pois… a mídia não noticiou mais nada.

Já um grande ladrão de colarinho branco, jogador de futebol que atira na mão da mulher ou não, que seja… isso, ahhhh isso sim eu vou continuar ouvindo falar na TV. Mas o curioso é que ele ta sempre bem arrumado, entrando em carros do nível Mercedes pra cima e sempre escoltado de policiais e jornalistas.

Uhhhh o caso é de repercussão nacional e bla bla bla….

Com certeza a elite politica não representa o jogador Adriano, e nem a cidadã que roubou o pão la com a manteiga. Afinal, ahhh manteiga também???? Mas que pobre metido a ricooo neh??? Não se contentou com o pão?? 

A verdade é que os usuários de crack da “Cracolândia” são  algo em torno de 300 pessoas ou seja  0,0001% da população brasileira e surgiram não por vontade própria mas por vários fatores que não tangem somente às próprias escolhas.

Eles não são só vitimas, não… são culpados também da condição em que estão, mas não o são sozinhos.

Uma criança que cresce em um ambiente extremamente violento, não necessariamente irá partir para esse lado, mas isso não depende só dela. Os referênciais pai, mãe, família, irmãos e etc, podem influenciar, bem como exemplos de fora, como ativistas, voluntários e etc.

É impossível descobrir o verdadeiro causador da formação ou da deformação da personalidade de alguém, ou de um grupo de pessoas, mas é possível estudar e perceber as reais causas e trabalhar em cima disso.

A ação da polícia sobre a Cracolândia, não foi errada por sí só, ela foi necessária, mas será que essa ação integra um conjunto de outras ações para se acolher essas pessoas? Essa elite dos excluídos de um dos Estados, de uma das cidades de um dos bairros de uma das ruas desse páis?

É como querer abrir uma empresa. Tem-se o dinheiro, compra-se tudo, faz-se aquela mudança e não se contrata funcionários, não se organiza o atendimento, ou seja, a ação de comprar tudo para a empresa não foi complementada e por isso, não foi válida.

O buraco não só é mais embaixo, mas também é variado e multifacetado.

Perceber isso, pensar sobre isso, nos leva a (se realmente nos sensibilizarmos) pensar sobre as propostas que são debatidas (debatidas é modo educado de dizer: Fingidamente vomitadas pelo horário politico eleitoral) pelos candidatos (candidatos a se darem muito bem na vida). Podemos sim, ajudar nossos conterrâneos a começar melhorar de vida.

Um vereador, deputado, senador, prefeito e etc que possui idéias interessantes pode ser um bom passo para isso. Quais as idéias desses caras? Quais as nossas idéias?

O que seu bairro precisa? O que as pessoas do seu bairro precisam? O que as pessoas do bairro vizinho precisam?

Os postos de saúde estão bons?

Você acha que psicólogo e assistente social são importantes nestes serviços? Você entende o que eles fazem?

Se você não entende, você acha que aprendeu a pensar, filosofar na sua escola?

Por falar na escola, ela é segura? Tem professores bons? Os professores ganham bem?

Por falar nos professores, será que existem propostas de melhorias para eles? Você acha que eles merecem?…………………………..

Podemos ficar aqui atéééé você cansar de ler, porque eu não vou cansar de escrever.

O crack é um probleminha perto de tantos outros anteriores, tantos outros mais simples até, porém, ao escolher ele como isca para você ler esse texto, pensei não no fato, mas no contexto de toda a história envolvida na cracolândia.

Pois a cracolândia em sí não preocupa, mas o que preocupa é o que a gerou? Será que o que a gerou não irá gerar outros espaços com outros problemas com outras “soluções” meia boca?

O presente post não foi feito para esclarecer, eu nem me atrevo a tentar, mas foi feito para expor a minha opinião sobre o que é problema… não é o politico corrupto, é aceitarmos ele. Não é a cracolândia, é não querermos mais que ela exista e simplesmente não passamos perto ou apoiamos que ela seja simplesmente extinta, como varrer a sujeira para baixo de tapete.

Enfim, o problema não são os problemas, mas sim as sementes que foram plantadas por antepassados, e enquanto ficarmos nessa onda de deixar a vida levar, levar as coisas mais na boa e etc e tal, iremos regar essas sementinhas!

Levar a vida numa boa é maravilhoso, e importante, mas é preciso levar a vida numa boa e separar o tempo para  olharmos para o bairro vizinho, ou melhor para a rua vizinha, ou melhor ainda, para o vizinho…

Por falar nisso, deixa eu ir perguntar os nomes dos meus vizinhos.

Até lá.

No próximo post: Efeitos sociais, biológicos e políticos do Crack e cia ILIMITADA.


MULHER DE CORPO E CABEÇA

Carla Vilhena, além de linda, bem sucedida é inteligente e o melhor de tudo: Bem humorada.

Jornalisa da Tv Globo

Apresentadora do Bom Dia São Paulo Foto: TV Globo/Zé Paulo Cardeal

Mulher assim é que me deixa excitado! Não no sentido usual, mas no sentido de acreditar que Deus existe e nos presentea com as mais belas obras.

Em uma matéria produzida pelo Uol, envolvendo twitter e respostas da Jornalista e apresentadora do Bom dia São Paulo, foi divulgada a resposta educada, direta e bem humorada da jornalista a tuiteiros.

Ela coloca de forma bem clara sua opinião a respeito do padrão de beleza imposto pela sociedade, nada de filosofias, apenas uma resposta direta:

 “Não quero ser mal-educada com ninguém. Mas só acato recomendações estéticas de quem paga minhas contas. No caso, da TV Globo. Vamos refletir se não estamos impondo padrões às pessoas que nos cercam. Quem cria esses padrões?”

Confira.

É isso aí Carla, eu sei que você não precisa de ninguem para concordar com essa sua posição, mas eu me sinto na obrigação de dizer que é isso que mulheres e homens, enfim, pessoas que pensam e tem bom senso em geral esperam de uma pessoa com um cargo como o seu. Não é só jornalismo, é posicionamento, opinião.

Não é a primeira vez que Carla Vilhena me surpreende, quem assiste Bom Dia São Paulo já teve outras mostras, ao vivo, do que a opinião dessa mulher incrível pode fazer.

Recomendo também a leitura deste post SER x PARECER 

Abraço


SEXO e ALONGAMENTO!

A maioria de nós sofrerá algum tipo de desordem na nossa saúde por conta do nosso dia a dia. Isso muitas vezes porque nosso pensamento está sempre muito imediatista e raríssimas vezes paramos e projetamos um pouco do que viveremos daqui a 10, 15 ou 20 anos.

Alongamentos, exercícios

Imagem do artigo "Alongamentos" ABC DA SAÚDE"

Por isso, aqui no blog, queria abrir um espaço para responder a dúvidas, dar dicas e trazer tudo que há disponível a respeito de nossa saúde. Nos colocar a pensar sobre questões tão simples e ao mesmo tempo (a longo prazo) tão norteadoras.

Você faz alongamentos pela manhã? E pela noite?

Depois de um dia inteiro de trabalho, pesado ou não, várias partes do nosso corpo estão doloridas. As vezes parece que só deitar na cama e amanhecer já resolve boa parte das dores, porém, na verdade só tende a “arquivar” a dor. O que significa que a “sensação de melhora” é momentânea e a lesão provocada num dia em que o esforço físico foi intenso ou repetitivo pode se acumular e acarretar novas lesões. O músculo constamente tensionado de forma errada, “acostuma” o comportamento do movimento do seu corpo, é como se todo dia déssemos um chute em portão, dia após dia, o portão mesmo que não se entorte nos primeiros dias, irá mostrando ao longo do tempo as deformações.  

Mesmo se você é um atleta, e ficar exigindo trabalho dos seus músculos, saiba que ao tensioná-los, as fibras tendem a encurtar, e por isso, o alongamento tanto para sedentários como para praticantes de qualquer atividade física, inclusive sexo, precisam alongar.

Uma boa dica que venho aplicando há alguns anos, é o alongamento antes do sexo. Depois de uma “noite” assim toda especial rsrs, senti câimbras fortes durante o ato mesmo. A minha vergonha era tanta que fingi até onde deu, mas aí veio o momento onde não deu mais, tive que ser sincero e dizer: “Preciso de um tempinho”. A minha sorte era que ela era espirituosa e se divertiu com a história, até me ajudou alongar rsrs.

Desde então, venho aplicando alongamentos pela manhã (toda manhã) e sempre que possível a noite também, e ainda mais quando ocorrerão situações assim mais íntimas, eu sempre dou um jeitinho de alongar as pernas, braços e costas. Os resultados são promissores e deram um increase na prazerosa atividade! 

Procure orientação de um fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, educador físico ou médico para te auxiliar. Não caia em dicas quaisquer de internet, por isso mesmo, nem me atrevo a coloca-las aqui, apenas deixo a recomendação e um link útil. Além disso, uso deste post para deixar aqui meu empenho em sempre trazer assuntos relacionados a nossa saúde do nosso dia a dia.

Como alongar?  

Antes de mais nada, é importante aprender a forma correta de executar os alongamentos, para aumentar os resultados e evitar lesões desnecessárias. Inicie o alongamento até sentir uma certa tensão no músculo e então relaxe um pouco, sustentando por 30 segundos, voltando novamente à posição inicial de relaxamento.

Os movimentos devem ser sempre lentos e suaves. O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar um pouco mais o músculo, evitando sentir dor. Para aumentar o resultado, após cada alongamento, o músculo pode ser contraído por alguns segundos, voltando a ser alongado novamente. É a técnica chamada de alonga – contrai – alonga. De uma forma geral, sempre devem ser preferidos os alongamentos estáticos, em detrimento dos dinâmicos, que são o resultado de movimentos amplos e bruscos dos músculos. Ao contrário dos alongamentos estáticos, os dinâmicos, ou também chamados de alongamentos balísticos, propiciam o desenvolvimento de lesões musculares.”

Saúde!

Abraço. 


Matéria Especial: Ahhh é gases!!

Projeto piloto em cinco hospitais da cidade de São Paulo, conseguiu reduzir em 28% a taxa de mortalidade por enfarte.

“As medidas tomadas foram simples: treinamento de médicos, organização da rede de atendimento e inclusão de um único medicamento na rotina das emergências. Estima-se que 30 mil vidas seriam salvas todos os anos se a iniciativa fosse expandida para todos os hospitais públicos do País.” (Karina Toledo – Caderno Vida, O ESTADO DE S. PAULO, 28 DE MAIO 2011)

Ao ler essa reportagem, me surpreendi com a “novidade” (antes tarde do que nunca) e resolvi procurar saber um pouco mais sobre o assunto, inclusive conversando com pessoas que trabalham na área de saúde na cidade de Ribeirão Preto. Para que o post não fosse tão longo, fiz em três partes.

Primeira parte é o que já escrevi, a notícia. Segunda parte é nortear bem simplificadamente o que acontece com o enfarte, meus desenhos não são “ohhh que maravilha!” mas deram para ilustrar o que eu queria. E a última parte é fornecer alguns dados e conclusões.

Todos nós temos gordura no corpo. Subcutânea ou visceral, todas elas são adquiridas ao longo da vida. Algumas pessoas, por predisposição genética e outras por fatores ambientais e ainda a relação entre ambos, podem levar a um acúmulo exagerado. Um dos  acúmulos que mais preocupa é o das artérias coronarianas. São artérias que partem da base da principal artéria do corpo (Aorta) e irrigam o coração com sangue oxigenado.

Esboço do coração, ramos da artéria coronáriana e vasos da base

By- Bruno de Oliveira Pinto

Essas artérias coronarianas são responsáveis pela manutenção da energia necessária para que o coração trabalhe. Como você pode reparar nesse desenho bem simples que fiz, ela possui um ramo principal e algumas ramificações.

By- Bruno de Oliveira Pinto

Quando gordura se acumula nessas artérias, e este acumulo causar uma inflamação no local ou até mesmo a obstrução, o organismo no primeiro caso começa a tentar “estancar” um suposto sangramento, pois entende que esta inflamação pode estar sendo causada por um rompimento de vaso. Começa então a coagular o sangue naquela região, podendo fazer com que o coágulo passe por uma região muito fina dessas artérias e consequentemente as obstrui. No segundo caso, bem como no primeiro, o acumulo de gordura é o problema e pode significar uma barreira física a passagem do sangue e com isso, causar a obstrução. Com isso, uma área irrigada do coração perde a nutrição ou tem a mesma muito diminuída.  

Obstrução da artéria com coagulo

By- Bruno de Oliveira Pinto

Costuma-se a sentir fortes dores no peito e nos braços em momentos anteriores a um enfarte. Podem ser semanas ou dias, ou até mesmo horas, dependendo da gravidade do problema. Chama-se a isso de Angina!

Por causa do baixo suprimento de oxigênio no coração, o esforço com a região tórax pode causar dor e irradia-se para os membros superiores e peito. Isso é um ótimo sinal que algo está acontecendo com seu coração.

Em suma, o enfarte em boa parte dos casos, dá muitos sinais de que vai acontecer. O treinamento e atualização constante da equipe multiprofissional de um serviço de saúde, por mais básico que seja, e principalmente a discussão sobre o tema com abrangência popular alta, poderiam reduzir a gravidade dos enfartes e até mesmo diminuir os casos de morte.

A lentidão da busca por ajuda de muitos pacientes é um dos problemas a ser enfrentado por quem trabalha com a saúde. Vejo com certa importância a distribuição dessa informação para a população e aos profissionais de saúde. Estamos em um país que a tendência desses casos aumentarem é muito grande e pensar que medidas simples podem salvar mais de 30 mil vidas todos os anos…

Resumindo, a receita parece simples:

– organização

– disponibilidade dos medicamentos certos

– treinamento dos profissionais tanto da área pública como da área particular(mais de 80% dos casos de enfarte em Ribeirão Preto são tratados no atendimento primário como dores de coluna, gases, e entre outras coisas mais que eu nem ouso comentar para não gerar constrangimentos maiores).

– Divulgação de informações para população, para apressar a busca por atendimento e estimula-los a exigir o atendimento adequado.

A diminuição na gravidade dos casos, não só é benefício no atendimento, mas também na recuperação desse paciente e, claro, com um olhar bem capitalista nos custos que esse paciente gera com internação.

O trabalho de Fisioterapeutas (promoção a saúde, prevenção e recuperação), Educadores Físicos (promoção a saúde, prevenção e recuperação) e Professores (claro, por quê não nos incluir na parte de divulgação para jovens que muitas vezes são os que acabam alertando pais, tios e família em geral? E serão adultos que conviverão com isso.) é de extrema importância neste contexto.

Espero ter cumprido o meu papel de trazer um pouco de informação e discutir não só no âmbito jornalístico, mas também de poder refletir um pouco sobre uma questão tão óbvia, barata e aplicável.

Se é tão simples assim, não foi feito até agora por quê?

A resposta não está na boa vontade ou na falta de conhecimento, mas sim, na qualidade do que estamos fazendo com nós mesmos.

Abraço.


Triângulo perigoso da face

Caros leitores…

Neste post super rapidinho, gostaria de alertar para um problema que atinge muitos jovens e com certeza preocupa muito. Acne!

Claro que o quadro preocupante da Acne e outros problemas  em geral devem ser tratados por um dermatologista e outros profissionais da saúde, mas é importante saber o que não fazer.

Drenagem veias externa crânio, espinhas, infecção, acne

Imagem do Gray´s Anatomy for Students

Em uma aula do professor Luis Fernando Tirapelli, entendi finalmente, o porquê de ser arriscado espremer espinhas e até cravos de uma determinada região do rosto. Esta região (triângulo perigoso da face) está compreendida no entorno dos lábios, e do nariz (incluindo bochechas). Como você pode ver na figura, veias que drenam o sangue de nossa face possuem comunicação com o interior do crânio.

O ato de espremer espinhas pode (eu disse pode, não que leve sempre) levar a uma infecção das meninges (membranas internas do crânio). Isso por que o conteúdo infectante da pele pode cair na veia e ser encaminhado para o interior do crânio.

Evitem seguir orientações de qualquer um ou de qualquer fonte de informação. Sempre que puder, entre em sites confiáveis, ou procure um médico.

Isso vale para tudo é claro, porém, muito recentemente, conheci uma garota que teve problemas relacionado, e embora a aula do professor tenha sido algum tempo, percebi que o assunto está mais próximo da gente do que pensamos, mesmo para quem não possui mais esses problemas, podem ser que se deparem com pessoas queridas com algo do tipo.

Abraço, cuidem-se!


NÃO DÊ AS COSTAS…

Olá, seja muito bem vindo novamente… 

Sempre que vier, sinta-se a vontade para falar, pensar com a gente…

E já que o tema é pensar, vamos parar um pouco para pensar em nós e em quem amamos.

Cotidianamente, acidentes automobilisticos, brincadeiras inconsequentes e aventuras desastrosas, deixam centenas de pessoas feridas, muitas vezes feridas irreversíveis ou que torturam demais não só o físico, mas também o psicológico.

Algumas dessas ocorrências são responsabilidade de terceiros, embora a maioria seja por própria culpa. Estou neste post chamando a atenção para a campanha da Liga de Fisioterapia Neurológica, da FMRP-USP, do curso de Fisioterapia. http://www.fmrp.usp.br/lfn/

Essa campanha sobre trauma raqui-medular tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre o risco que correm em momentos simples da vida, como nadar em águas rasas de cachoeiras, manobras de mergulho em piscinas, brincadeiras de “tacar” o outro na piscina, acidentes de moto, carro, atropelamentos e etc.

No dia a dia, estamos expostos a vários desses riscos e nossos entes queridos e amigos também. Vale a pena refletir sobre isso, sempre vale mais um aviso.

A intenção não é dar sermão, como você pode conferir, mas simplesmente divulgar a campanha e passar adiante alguns conhecimentos, dentre eles, a importante função da Fisio na área.

Você sabia que a evolução de um paciente (dependendo do nível e do tipo de lesão) pode ser pequena para quem vê de fora, mas gigantesca para alguem, que por causa de uma lesão, não conseguia nem se alimentar sozinho?

Pois é, fale com seus amigos, previna, seja consciente, e… cuidado!

Abraço e boa semana e páscoa com muita paz a todos.


Corram para o Mc Donalds!

Hoje eu queria falar um pouco mais sobre a vida “fast-food”.

Acredito que nós, a geração Y, somos os primeiros a serem criados até a fase adulta totalmente voltados para essa cultura do “comprar como se não houvesse amanha por todos os meios possíveis.” Só que agora nós temos dinheiro… mesmo que seja pouco.

Primeiro, alguns fatos:  

  • Vocês já perceberam que utensílios domésticos (geralmente dos nossos pais ou avós) sempre duraram mais que os que compramos hoje em dia? Ponto pra quem pensou que isso não é mera coincidência. Uma forma que as indústrias encontraram de aumentar as vendas e baratear os custos foi diminuir a qualidade do material, afinal a não ser que o bem seja muito caro, geralmente jogamos fora e compramos um novo ao invés de consertar. Isso vale para tudo: carros, computadores, móveis…
  • Com a globalização, os mercados deixaram de ser locais pra se tornarem mundiais, o que acarreta mais mão de obra e com mais pessoas ganhando dinheiro, maior o consumo,  o que em consequência aumenta a demanda e tudo se repete …

Não sou contra o capitalismo em geral, nem o consumismo (desde que seja comedido), mas temos que ficar atentos ao tipo de vida que esse sistema está nos impondo e na maioria das vezes, nos deixamos levar sem perceber o real motivo de tudo isso.

Vejo que hoje a qualidade de vida tem diminuído muito, nós passamos muito mais tempo trabalhando, pensando em um futuro próximo – Tenho que pagar as contas no final mês – Tenho que fazer supermercado – Tenho que aproveitar a promoção do shopping no final de semana. Comprar, comprar comprar. Gastar, gastar, gastar!

Viver o presente fica meio como segunda opção.

Eu particularmente me obrigo a fazer ao menos UMA coisa que realmente gosto por dia, principalmente durante a semana que algumas vezes  chego em casa cansado e estressado depois de um longo dia de trabalho. Sabe como é né? Faço isso por temer pela minha saúde física, mas principalmente a mental.  RS

Como eu disse no texto “Os amantes estão perdendo”, queremos mais sensações diferentes no menor tempo possível e isso vem dessa cultura, o problema é que se ficarmos na neura de sempre querer mais, pensando no futuro, o risco de não aproveitarmos HOJE uma determinada situação (ou pessoa) aumenta bastante!

Faço uma proposta, pare uma hora do seu dia hoje pra fazer algo inusitado, algo que você goste, que te dê prazer, curta alguém ou alguma coisa sem pensar em mais nada além desse momento… por sermos a nova geração de jovens adultos, precisamos tentar mudar esse “modelo de vida” e acredito que a mudança começa por nós!

Dinheiro é bom mas não é tudo e você não vai leva-lo quando morrer.

Como diz Lenini na música abaixo :

“Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?”  

Beijo do gordo.


Status X Compromisso

Há muito venho pensando neste post.

Terça feira, passei por uma experiência interessante e fiquei motivado a falar sobre um assunto controvérsio e também que toca na minha ferida.

Todos que me conhecem, sabem ou deveriam saber o quanto eu amo a ciência médica e o quanto eu acredito que poderia fazer a diferença nessa área. Recentemente, entrei no curso de Fisioterapia da Usp, aqui em Ribeirão.

Desde então, tenho me esforçado para conhecer e reconhecer a Fisio como uma profissão importante e hoje sei como ele é importante. Ela faz parte de um complexo da área da saúde que me fascina.

Mas não é esse o motivo principal, e sim o jaleco!

Bem, todos identificam um Médico, Fisio, Enfermeiros, Nutricionistas, Terapeutas Ocupacionais, Fonoaudiólogos, estudantes ou não, pelo jaleco.

Essa identificação deveria ser somente dentro de hospitais ou faculdades, mas ela as vezes ocorre nas proximidades, ou até mesmo dentro de conduções coletivas e entre outros.

Este é um simbolo de cuidado e atenção ao paciente e proteção ao profissional, e não de status. O jaleco é um instrumento de trabalho e não um amuleto ou uma bandeira para mostrar ou representar alguma “posição”.

O profissional da saúde que chega vestindo o jaleco em ambientes hospitalares, passou muitas vezes por vários outros locais, contaminados, e aqueles que precisam estar em contato direto com o paciente, precisam respeitar esse paciente, esse espaço. Assim como precisam se respeitar, muitos saem do hospital, por exemplo, e vão almoçar com o jaleco, isso depois de ter atendido e entrado em contato com os mais diversos materiais, pessoas e ambientes. Se sujeitando a se alimentar vestindo literalmente este “puleiro” de microrganismos.

E para você que acha que eu sou exagerado, hoje, no Estado de São Paulo, em torno 40% dos pacientes que entram em contato prolongado com o ambiente hospitalar, demoram mais para se recuperar do que os pacientes que simplesmente passam pelo tratamento e ambientes menos concentrados.

Os médicos e outros profissionais, ficam doentes quase 8 vezes mais do que outros profissionais. Dentre os médicos, existem aqueles que entendem a função do jaleco e o usam com compromisso com a profissão, e o vestem apenas quando estão dentro do ambiente hospitalar ou quando é necessário fazer a identificação de longe. Um exemplo é o atendimento em lugares “barra pesada” em Ribeirão Preto, onde o médico muitas vezes precisa portar o jaleco muito a amostra, e quase 100% das vezes usando, para serem identificados de longe e evitar assim possíveis desentendimentos.

Vi uma cena esses dias que me motivou ainda mais a escrever sobre o assunto, uma médica, acabara de sair da portaria do hospital, e entrou no carro do marido, na porta do HC e deu um abraço tão gostoso no seu filho, com tanta saudade!! Fiquei curioso para investigar se ele não ficou doente depois disso, que seja uma simples gripe, mas enfim, é doença do mesmo jeito.

Primeiro que a cena é de filme, mas aconteceu de verdade na minha frente, e segundo que não seria possível ela tirar esse jaleco antes de entrar no carro? Guarda-lo no porta malas ou numa sacola?

Se é esse o cuidado com o jaleco, me questiono qual não será o cuidado com outras coisas relativas a profissão, as mãos, equipamentos e etc?

Enquanto discutem sobre altos investimentos na saúde, aparelhos, salários e tudo mais, esquecem de olhar para o próprio umbigo. Opaa… é verdade, o umbigo está coberto pelo jaleco!!

Deixo aqui não uma crítica, não uma verdade e muito menos um desabafo, é só um convite a pensarmos para todas as profissões e nossas vidas:

O quanto não perdemos ou deixamos de ganhar, quando vivemos pelo status e esquecemos do nosso compromisso!

Não era para ser um texto bonito e sim um breve e vago pensamento sobre o status de profissionais que assim como um carro bonito e esportivo, dirigem seus jalecos por trilhas perigoas.


Só os loucos sabem ?!

imagem meramente ilustrativa

Há muito me questiono se para formarmos uma opinião seria necessário pensar. Não bastaria apenas sentir?

Vejo uma cena emocionante e percebo o quanto aquilo mexe comigo. Não tenho certeza se naquele momento eu estou pensando. Posso opinar sobre, mas as vezes não tenho como argumentar sobre este tipo de opinião.

Este post e este questionamento, permea a minha mente depois de uma visita a unidade de transplante da ala de cirurgia do Hospital das Clínicas. Sensibilizado com a força dos pacientes e ao mesmo tempo fragilidade, me questiono se em algum momento eu consegui olhar para os mesmos como objeto de estudo. Estou tentando refinar o meu olhar para que ao olhar para eles eu possa me sensibilizar e pensar ao mesmo tempo em agir.

Queria poder compartilhar com outras pessoas, esse questionamento, e procurar uma maneira de estabelecer uma opinião sobre o assunto.

Dizem que uma imagem vale por mil palavras e a morte é uma imagem que não  tem valor pois não consigo mensurá-la a partir do meu ponto de vista. Opinar sobre a morte, doença, vida, dor e etc, é algo que de tão relativo, reforça minha angustia.

Hoje estou com um livro de anatomia, me preparando para uma aula a noite, e me veio a cabeça, por vários momentos, o sorriso do Sr. Tadeu, que brincava e colaborava para que o meu grupo de visita pudesse ver o quadro dele.

É, discernir é difícil, mas é um processo, e como todo processo, graças a natureza, eu estou na fase da sensibilização. Quantos não são, aqueles que, mesmo vendo todo esse sofrimento e todo o exemplo de quem luta, ainda conseguem pensar só em ganhos. ´

“É tudo uma questão de opinião…

Só os loucos sabem…” =)